A Frente de Luta pelo Transporte Público que possui cadeira no Conselho Superior de Transporte Metropolitano (CSTM) vem por meio desta reafirmar que a entrega dos 40 ônibus pela governadora não se trata de renovação de frota, mas obrigação contratual que não interfere no déficit atual de veículos.
Nesta segunda-feira, a governadora Raquel Lyra entregou 40 novos ônibus para uma única empresa a MOBI BRASIL, somado aos outros 40 já entregues também para a mesma operadora. Vale esclarecer que essa aquisição se deu por obrigação contratual, tendo em vista, a licitação das linhas de ônibus ter sido concluída apenas para os corredores do BRT (Norte-Sul e Leste-Oeste). Os demais lotes continuam sem contratos, é por isso que não tivemos NOVOS ÔNIBUS para outras empresas e linhas.
O Estado de Pernambuco já subsidia por meio de renúncia de impostos a compra dos veículos e de combustível, além da governadora ter reajustado por 2 vezes o valor das passagens.
Desta maneira, essa entrega de hoje nada mais é do que obrigação contratualmente já prevista, e não ameniza o déficit de quase 1.500 veículos que já ultrapassaram as condições de uso e segurança.
Segundo apurou o Ministério Público de Pernambuco, após as nossas denúncias, mais de 60% dos veículos das linhas normais possuem veículos com mais de 10 anos de vida útil. Essas linhas correspondem a quase 90% do sistema.
“Qualquer ônibus novo é bom, mas essa entrega de hoje não interfere na frota normal, pois os veículos entregues serão usados para substituir o BRT que foi desestruturado e vem sendo sucateado. Então, na verdade, foi uma obrigação contratual para repor a operação do BRT. Isso sem contar que tivemos 2 reajustes de tarifa e quase 500 milhões de subsídios fiscais. Mas, infelizmente, 90% das pessoas continuam pegando ônibus velho e sem ar condicionado”, afirmou o advogado e coordenador da Frente de Luta, Pedro Josephi.
Enquanto isso, 80% da frota continua sem ar condicionado e mais da metade dos veículos com idade útil sem condições de operação e a prova disso são os acidentes semanais no Grande Recife.
A Frente de Luta continua cobrando que o Governo convoque o Conselho Superior e possa discutir uma nova política tarifária que garanta segurança jurídica, modicidade e melhorias, pois até então só convocou o CSTM para aumentar o valor da passagem.
























