Cais do Sertão foi o vencedor da 14ª edição da Bienal Boliviana de Arquitetura

Centro cultural foi destaque na categoria construção internacional

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Foto: Francisco Andrade

O Centro Cultural Cais do Sertão celebra mais uma vitória, elevando a sua arquitetura e possibilitando que o mundo enxergue a cultura popular a partir de sua estrutura e acervo. Dos dias 18 a 25 de janeiro, o núcleo acadêmico do Colégio Departamental de Arquitetos de La Paz – CDALP e do Colégio de Arquitetos da Bolívia – CENA CAB elegeu as obras construídas, manifestações artistas e intelectuais que compõem a arquitetura urbana dos últimos anos. Entre os 169 projetos de 12 países selecionados, o Cais foi vencedor na modalidade Construção Internacional.

Este ano a Bienal focou nos projetos arquitetônicos a partir das seguintes categorias: Obra Construída, Modalidade Projeto, Pesquisa e Produção Intelectual e Projetos de Graduação – Alunos. O Cais do Sertão, museu gerido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Turismo e Lazer e da Empetur, se destaca ao trazer elementos que remetem ao Sertão pernambucano no seu projeto arquitetônico.
“Estamos muito felizes com mais este reconhecimento internacional ao Cais, que é um dos grandes equipamentos culturais do Governo do Estado. Nesta época marcada por uma pandemia que nos obrigou a fechar as portas, e que tivemos que nos reinventar com programação online, descobrir novas formas de interagir com o público, receber este prêmio traz um novo fôlego à equipe. Tratando-se de um espaço turístico que partilha, do seu acervo à sua estrutura, a memória, a identidade e a resiliência do povo sertanejo, este presente é muito especial”, comemora o secretário de Turismo e Lazer, Rodrigo Novaes.
Inaugurado em abril de 2014, o Centro Cultural conta com projeto concebido pelos arquitetos Marcelo Ferraz e Francisco Canucci. Desde a sua abertura, o espaço se volta para a compreensão e fruição da cultura popular e do legado do Rei do Baião, Luiz Gonzaga. “O Cais é um presente para os pernambucanos e visitantes de todo o mundo. Desde a entrada do museu, o público é convidado a adentrar na vivência do povo nordestino. A partir das atividades e mediações oferecidas, é possibilitado o encontro íntimo com a arte, a memória e a resistência sertanejas”, pontua a gestora do espaço, Maria Rosa Maia.
Devido à pandemia da covid-19, o Cais tem operado em horário reduzido: quintas e sextas-feiras, das 10h às 16h; sábados e domingos, das 11h às 17h. O Centro Cultural segue todos os protocolos sanitários e salienta ao público sobre o cumprimento do distanciamento social, uso de máscara e higienização das mãos.

RECONHECIMENTO INTERNACIONAL

Além da Bienal da Bolívia, o Cais foi um dos vencedores do 33º Rodrigo de Melo Franco, na categoria Patrimônio imaterial, com as atividades musicais da Sala Imbalança, em 2020. Já em 2019, conquistou o Prêmio Obra do Ano 2019, organizado pelo site ArchDaily, e o Prêmio Gubbio 2019, na seção América Latina e Caribe. Ainda neste mesmo ano, recebeu o Prêmio Dedalo Minosse. Outra premiação conquistada pelo Cais foi o Prêmio Nacional de Turismo, em 2018.

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