Coluna do Domingão (07/07) – Os caminhos de Daniel Coelho

Coluna do Domingão (07/07) – Os caminhos de Daniel Coelho

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Daniel Pires Coelho (Cidadania) é, atualmente, deputado federal por Pernambuco cumprindo seu segundo mandato no cargo. Antes disso, o administrador e político brasileiro foi também deputado estadual e vereador do Recife por dois mandatos consecutivos.

Mantendo uma linhagem de berço, Daniel foi deputado assim como seu pai, João Ramos Coelho. Quando foi eleito para a Alepe, em 2010, com 47.533 votos, seu trabalho o credenciou para disputar a prefeitura da capital na ocasião, de onde saiu muito fortalecido. Daniel disputou pela oposição, contra Humberto Costa (PT) e Geraldo Júlio (PSB), conseguindo um honroso segundo lugar ao obter 245.120 votos. Este foi o passe principal que o projetou para o cargo de deputado federal dois anos depois.

Em 2016, chegando como grande aposta para o pleito, viu sua votação cair drasticamente em quase 100 mil votos, ficando apenas em terceiro lugar na disputa. Este resultado foi fruto de um isolamento político vivido pelo deputado e também do desenho de mandato exercido pelo prefeito Geraldo Júlio, que conseguiu cooptar muitos partidos e lideranças em torno de sua figura. O resultado também acabou minando sua força em 2018, quando conseguiu 39.972 votos, bem abaixo dos 62.576 recebidos em 2014 na capital.

Muitos têm apontado que Daniel não deveria ser candidato a prefeito novamente na cidade porque poderia haver uma queda ainda maior de votação e isto o comprometeria ainda mais seriamente em 2022. Outros comentaristas políticos apontam que, ante a dicotomia entre esquerda e direita instaurada no país, Daniel Coelho poderia se sair muito bem enveredando como uma terceira via, desde que se posicionasse bem no xadrez eleitoral como uma opção de equilíbrio. Também corre no meio político o pensamento de que Daniel deveria trabalhar a postulação majoritária não em Recife, mas em Paulista, de onde saiu com 7.010 votos no ano passado, desbancando o vereador Fabio Barros (PSB) e o vice-prefeito Jorge Carreiro (PV). Mudando sua rota de colisão, Daniel asseguraria amplitude em um grande colégio eleitoral, principalmente porque avalia-se uma situação de cenário ainda aberto na cidade. Entrando como figura nova, Daniel enfrentaria o ex-deputado Ramos (PTB), o ex-prefeito Yves Ribeiro (PL) e o candidato do prefeito Júnior Matuto (PSB), podendo, inclusive, compor com nomes em ascensão, como Irmã Iolanda (PRTB) e Vinícius Campos (SD). Se, por um lado, Daniel teria vantagem em enfrentar nomes mais associados à velha política ou sem estrutura, também teria que lutar contra a dificuldade de agenda. Exercendo um mandato como deputado federal, a contramão entre viajar a Brasília, prestigiar as bases em outros municípios e ganhar corpo em Paulista na pré-campanha seria grande.

Outro ambiente propício ao deputado seria Olinda. De lá, ele também logrou expressiva votação em 2018, saindo com 7.952 votos. Mais visada do que Paulista, a cidade de Olinda poderia refletir em Recife e talvez restaurar o saldo negativo que teve em anos passados. Na marim dos caetés, Daniel Coelho enfrentaria o prefeito em campanha de reeleição, Lupercio(SD); o colega de mandato, Bispo Ossesio (PRB) e muito provavelmente o deputado estadual João Paulo (PCdoB).

Fazendo uma campanha bem organizada, ele poderia conseguir chegar ao segundo turno e este resultado garantiria, mesmo em caso de derrota, uma grande projeção para 2022. Como já ditava a sabedoria popular: “Todos os caminhos levam a Roma”. Neste ensejo, Daniel deve pensar cuidadosamente seus passos se quiser manter-se ativo na política estadual como um nome de peso, inclusive manejando uma retirada estratégica, caso necessário.

De novo – O ex-ministro da Educação, Mendonça Filho(DEM), tem circulado por alguns bairros de Recife, além de ter comparecido à Fenearte. Ao que parece, o ex-governador e ex-deputado pretende disputar mais uma vez a Prefeitura do Recife, de onde saiu derrotado em 2008 e 2012. Também não passou despercebida a nova cara das suas redes sociais, agora muito mais ativas que no início do ano. Será que agora vai?

Dor de cabeça – Toda semana sai alguma notícia negativa sobre a Prefeitura de Caruaru. A rejeição de contas de algum evento, a opinião de algum procurador acusando a contabilidade municipal, o parecer negativo do Tribunal de Contas… Por tudo isso, muitas pessoas têm comentado que Raquel, uma vez saída da máquina municipal, correria muitos riscos de cair nos braços da inelegibilidade.

Encontro – O presidente da Câmara de Iati, vereador Renato Almeida, reuniu-se com o deputado federal e líder do Progressistas em Pernambuco, Eduardo da Fonte, nesta sexta-feira. O motivo da visita foi para discutir as novidades da conjuntura política e dialogar sobre benesses para o povo da cidade.

Consequência – A convenção do MDB com clima de festa está sendo apontada como consequência do tratamento do Palácio para com seus próprios aliados. Há notícias de alguns deputados que se inclinaram a prestigiar a situação, mas recearam perder o pouco espaço que ainda possuem. Caso Raul Henry (MDB) venha realmente a ser candidato a prefeito da capital, significa que o governador está reincidindo na prática de construir os próprios inimigos.

Escrito por Marcelo Velez

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