Coluna Política em Dia (24/02) – A vez do PSOL em Pernambuco

Coluna Política em Dia (24/02) – A vez do PSOL em Pernambuco

Por Marcelo Velez - Blog Ponto de Vista

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Iniciando sua vida política após uma dissidência do PT Nacional, o Partido Socialismo e Liberdade rapidamente se espalhou pelos diversos estados do país e começou, lentamente, a marcar posição em espaços políticos importantes.

Mais à esquerda que o próprio Partido dos Trabalhadores, o PSOL teve, durante muito tempo em Pernambuco, Edilson Silva como seu principal expoente. Ele disputou a prefeitura do Recife nos anos 2008 e 2016, assim como o governo de Pernambuco em 2006 e 2010, obtendo, respectivamente, 25.568 votos, 18.352 votos, 26.786 votos e 37.257 votos. Em 2014, o próprio Edilson conseguiu ser eleito como deputado estadual ao arrastar 30.435 sufrágios e o candidato a governador Zé Gomes conseguiu 27.895. Em 2016, ainda, a legenda conseguiu emplacar Ivan Moraes como vereador na Câmara do Recife.

Na ausência de forças de esquerda e centro-esquerda como alternativa ao governo Paulo Câmara (PSB) pela falta de identificação deste eleitorado com o candidato Armando Monteiro (PTB), a candidata a governadora Dani Portela conseguiu o melhor desempenho da história da sigla em Pernambuco, com 188.087 votos. Edilson acabou caindo de votação para 14.056 e perdeu a cadeira na Alepe para as codeputadas Juntas, que hoje presidem a Comissão de Cidadania e Direitos Humanos. O movimento de mandato coletivo foi tão inovador no estado que acabou caindo nas graças do povo, atraindo o voto de 39.175 pessoas. Destas, mais de 20 mil só na capital de Pernambuco. É o mesmo filme do Rio de Janeiro, quando o PSOL ocupou o lugar de outros partidos do mesmo espectro político que deixaram de lançar projetos para se juntar a forças pragmáticas, mesmo com o profundo desgaste do MDB carioca já se acentuando desde 2014.

Estas novas figuras pessolistas, caso se organizem, podem fazer barulho no Recife em 2020, especialmente se Dani Portela for candidata a prefeita, legando votos de legenda ao partido, e houver candidaturas coletivas para a Câmara. O momento é de calma e planejamento, mas há quem diga que o outrora nanico pode acabar vindo a ser o azarão daqui uns tempos.

Exemplo – Seguindo o exemplo das codeputadas Juntas, em muitas cidades já estão surgindo candidaturas compartilhadas tanto para a Câmara quanto para a prefeitura, em 2020. Tentando responder a um anseio do povo por renovação, a nova forma de candidatura tem caído no gosto popular.

Oportunidade – Como líder do governo Bolsonaro no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB) agora tem uma chance de ouro. Se fizer um bom serviço, pode se cacifar para indicar um aliado à prefeitura do Recife em 2020 e trabalhar o próprio nome para as articulações de 2022, podendo ser candidato a senador ou governador.

Calo no – O vereador Renato Antunes (PSC) tem sido um verdadeiro calo no pé do prefeito do Recife. Denunciando contratos, obras e demandas populares, Renato não passa 24h sem bater em Geraldo Julio (PSB) e já se tornou o nome de maior destaque na Câmara de Vereadores no Recife quando o assunto é fiscalização.

Carão – A bancada do PRTB no Recife levou um verdadeiro “carão” do presidente estadual da sigla. Segundo ele, o partido é oposição no Recife, podendo, inclusive, ter o nome de Marco Aurélio como candidato em 2020. Desta forma, a bancada precisa se posicionar como oposição, coisa que os 3 vereadores supostamente não estariam fazendo.

Alívio – O deputado estadual José Queiroz (PDT) já pode dormir tranquilo porque suas contas foram aprovadas. Zé, como é chamado em Caruaru, enfrentou muitos problemas na campanha, chegando até a ser acusado de ser ficha suja. Ficou ruim para o primeiro suplente, Manoel Jerônimo (PROS), que chegou a ajuizar ação contra o mandatário alegando que ele seria inelegível. Agora, ele deve torcer para que Zé Queiroz seja eleito prefeito de Caruaru para poder assumir a vaga na Alepe em 2021.

Largando na frente – A deputada estadual Alessandra Vieira (PSDB) saiu na frente e já apresentou projeto de lei que visa priorizar mulheres vítimas de violência ou situação de vulnerabilidade na emissão de documentos. Alessandra tende a ser um dos principais expoentes na luta feminina da Alepe.

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