Comissão Executiva Estadual do PT reage à decisão de apoio do Diretório Nacional à candidatura de Marília Arraes

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COMISSÃO EXECUTIVA ESTADUAL DO PT/PE NOTA

1. A Comissão Executiva Estadual (CEE) do PT de Pernambuco se reuniu, no dia de hoje,para debater a Resolução do Diretório Nacional da última sexta-feira, dia 13, relativa às candidaturas a prefeituras das capitais nordestinas, com o objetivo de avaliar os impactos internos e externos causados pela citada decisão, bem como para deliberar sobre encaminhamentos que norteiem a atuação da Executiva Estadual.

2. A nossa primeira decisão foi relativa à nossa reação crítica à forma, ao processo e ao prazo da citada decisão nacional, que desconheceu os acordos com o GTE Nacional, bem comoos ocorridos durante reunião, em São Paulo,entre o ex-presidente Lula e a presidenta Gleisi Hoffmann, com o presidente Estadual do PT Pernambuco e do Diretório Municipal do Recife quanto ao calendário para o debate da tática eleitoral pela militância e pela base partidária no Diretório Municipal do Recife e no conjunto do estado. De fato, a decisão rompeu com os acertos havidos e, por consequência, dificultou o diálogo em curso, internamente no PT/PE e junto aos partidos aliados.

3. A tática eleitoral em 2020 se relaciona a todo o estado e não apenas ao Recife, embora a capital seja um fator estratégico para a política do PT/PE no estado e, obviamente, para a estratégia nacional do nosso partido. Por isso mesmo,a precipitação na decisão nacional tensionou a unidade interna e a harmonia com os partidos aliados, gerando duros impactos, que vamos tentar administrar para reduzir danos, sendo essa a segunda decisão na reunião da CEE.

4. A Direção Estadual do PT vem conduzindo um amplo processo de debate com os diretórios municipais pernambucanos, inclusive com o do Recife, com as nossas lideranças estaduais e forças políticas e comos movimentos sociais. Esse ciclo internopreparava o diálogo com os partidos aliados sobre as posições e alianças possíveis de serem construídas em todo o estado. Também, esse diálogo foi afetado pela decisão nacional fora do prazo e do roteiro consensuado conosco.

5. Temos sintonia plena com a visão nacional de que as eleições de 2020 têm um papel fundamental no enfrentamento das forças ligadas ao governo de extrema-direita e com a reação articulada frente às suas evidentes tentativas de golpear a democracia e as instituições brasileiras, bem como de suprimir conquistas históricas do nosso povo e de sacrificar a soberania de nosso País.

6. Também concordamos que o Nordeste e a natureza combativa e progressista do povo nordestino desempenham um papel essencial nessa luta. Entretanto, como reconheceu o item 04 da Resolução do DN, a vitória sobre as forças fascistas exige uma unidade nacional com partidos e com movimentos sociais do campo popular, democrático e progressista.

7. Assim, com todo o respeito ao nosso DN, não podemos permitir que essa unidade seja prejudicada por decisões internas unilaterais, sem atentar para os processos de diálogo, de transições e de construção progressiva, seja internamente ao PT, seja externamente com os aliados, em todo o País e, também, em Pernambuco. Com efeito, as ameaças ao povo brasileiro não poderão ser vencidas por nenhuma força progressista isoladamente e isso demanda articulação e entendimentos, não apenas no plano nacional, mas em especial nos municípios e nos estados.

8. Diante disso, nos preocupa que a decisão do DN não tenha considerado os efeitos causados às dezenas de candidaturas a prefeituras e às câmaras municipais em todo o Pernambuco, que são indispensáveis ao fortalecimento do nosso Partido e que, em sua ampla maioria, vêm sendo construídas através de diálogos e de entendimentos com diversos partidos do nosso mesmo campo político. Além disso, discordamos da adoção de dois pesos eduas medidas na resolução ao decidir, no item 03, acompanhar o processo de definição das candidaturas em 05 capitais nordestinas e, no item 02, definir nomes em 03 outras capitais, dentre elas no Recife. O que justifica isso ? Achamos estranho e gostaríamos de informações para esclarecimentos da nossa base.

9. Com essas preocupações e atenta à sua tarefa de coordenar a construção da tática eleitoral para todo o estado, e não apenas para a Capital, a Executiva Estadual se posiciona perante o Diretório Nacional com preocupações e posicionamento crítico sobre a forma e sobre o processo que levou à decisão do último dia 13, com seus duros impactos nas relações internas e externas do PT-PE.

10. Dessa forma, apoiamos a decisão do Diretório Municipal do Recife de realizar o Encontro Municipal na data anteriormente marcada, para que os filiados e dirigentes possam exercer o seu protagonismo de debater e de decidir sobre a tática eleitoral que contemple a maioria para as eleições de 2020 no Recife.

11. Vamos também retomaro diálogo com as direções estaduais dos partidos aliados para discutir os efeitos da decisão nacional e, em especial, para avaliar o quadro eleitoral e político no conjunto dos municípios pernambucanos, definindo os locais e as condições nas quais as alianças serão possíveis.

12. Por fim, entendemos que o Diretório Nacional deverá volta a discutir de forma definitiva o processo de candidatura própria em Recife, depois do encontro Municipal, pois, caso contrário, poderemos enfrentar um esfacelamento sem tamanho no PT em Pernambuco a ponto de comprometer nosso projeto político em todo estado. E, nesse sentido, não vamos assumir sozinha essa responsabilidade.

Recife, 16 de março de 2020

COMISSÃO EXECUTIVA ESTADUAL DO PT/PE

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