Crianças relatam insegurança no ambiente escolar

Casos como a invasão de um homem armado com uma faca em escola de Sanharó, nesta semana, representam apenas uma fração de um complexo contexto de

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Casos como a invasão de um homem armado com uma faca em escola de Sanharó, nesta semana, representam apenas uma fração de um complexo contexto de violências vividas pelas crianças e adolescentes em idade escolar. Nesta quarta-feira (19), a ONG Visão Mundial lançou na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) o relatório Infância [Des]Protegida, que lança luz sobre o medo que permeia a vida dos estudantes no Brasil. O estudo levou em consideração o relato de 4 mil alunos, em sete municípios do País, inclusive Recife.

De acordo com o documento, metade das crianças ouvidas não se sente segura na escola. Os danos à saúde mental das crianças e adolescentes, em decorrência dos diversos tipos de violência sofridos, foi assunto de destaque entre os participantes da audiência. “Somente a construção em rede de uma cultura de paz vai criar as condições necessárias para que esses jovens se desenvolvam no máximo de seu potencial, sem o flagelo de que são vítimas hoje”, afirma a deputada Simone Santana, que presidiu a sessão.

De acordo com o presidente da Comissão de Educação e Cultura, deputado Romário Dias, os parlamentares, por meio do colegiado, devem “procurar o caminho para enfrentar e combater a violência nas escolas”. “Dentro da Comissão de Educação, devemos providenciar, em agosto, uma nova reunião com a presença de representantes do Ministério da Educação porque acreditamos que o MEC não está entendendo ainda as necessidades que o País tanto precisa. Além disso, também pretendo fazer um estudo para apresentar um projeto de lei para que, se o estudante que vem do interior, dos sítios ou da zona rural e perde a data de matrícula nas escolas, ele deve ter garantido uma turma extra ou um espaço na escola onde possa ter uma ocupação e ficar estudando até o dia em que reabra a matrícula”, detalhou.

Ainda de acordo com o deputado, os relatos feitos durante a audiência pública foram fortes. “Fiquei até emocionado com algumas colocações feitas durante a reunião. Todos somos seres humanos, precisamos um do outro e ninguém vive sem a participação em comunidade”, afirmou.

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