Humberto pede investigação de empresa que vendeu R$ 15 milhões em leite condensado ao governo

Saiba mais informações clicando no link

Ministro manda informar Bolsonaro sobre ação de impeachment no STF
Paulo Câmara dispara contra Reforma de Bolsonaro. “Essa reforma nunca será a salvação desse país”
Fernando Rodolfo pede ao Presidente da República prioridade na duplicação da BR 423

Senador Humberto Costa (PT) – Foto: Roberto Stuckert Filho

As denúncias feitas pela imprensa, com base em dados públicos do Portal da Transparência, de que o governo federal gastou mais de R$ 1,8 bilhão com alimentos em 2020 e, desse total, R$ 15 milhões somente com leite condensado, levaram o senador Humberto Costa (PT-PE) a pedir uma investigação sobre a empresa fornecedora do produto.

As compras da administração Bolsonaro registraram – além de leite condensado, que o presidente gosta de comer com pão – chiclete, pizza, geleia de mocotó e refrigerantes, entre outros itens, para abastecer órgãos do governo. A empresa responsável pelo leite condensado, Saúde & Vida Comercial de Alimentos Eireli, que tem contratos de R$ 37 milhões com a atual gestão, seria da mulher de um pastor e mãe de um empresário que também teria recebido do governo R$ 25 milhões em contratos.

Uma busca pelos proprietários das firmas nas redes sociais, no entanto, demonstra que eles têm origem econômica simples e incompatível com as cifras astronômicas que teriam recebido, o que denotaria a existência de laranjas e empresas de fachada. “Nós sabemos que o presidente e sua família são experts nesse tipo de prática. Agora, queremos saber se isso foi levado para dentro da administração federal e virou um modo de operar do governo”, afirmou o senador.

Em ofícios enviados ao Ministério Público Federal e ao Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), Humberto Costa pede que os órgãos investiguem o caso para analisar se os produtos comprados foram efetivamente entregues e se, dada a quantia milionária empregada, a empresa teria capacidade financeira para firmar o contrato, que beneficiou, especialmente, o Ministério da Defesa.

COMMENTS