Joel da Harpa garante: efetivo e blindagem poderiam ter evitado morte de policial

O incidente em Santa Cruz do Capibaribe traz à tona um problema que vem se arrastando na Polícia Militar de Pernambuco (PMPE): a falta de blindagem

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O incidente em Santa Cruz do Capibaribe traz à tona um problema que vem se arrastando na Polícia Militar de Pernambuco (PMPE): a falta de blindagem das viaturas. Tal qual os carros fortes são blindados para transporte na área de segurança de valores, os veículos utilizados para ações de segurança pública deveriam proporcionar maior proteção para os profissionais, cujas vidas são mais valiosas do que qualquer bem material.
Investem milhões em viaturas para dar uma falsa idéia de segurança, enquanto colocam pais e mães de família em risco de morte. Os veículos não são blindados, muitos não são adequados para o uso em ocorrências e nas estradas. Outro grande problema que existe mas que os policiais não podem reclamar, sob o risco de serem penalizados.
Há anos que questionamos o lançamento de viaturas nas ruas com apenas dois homens, sendo um atuando como motorista, portanto, não tem como o mesmo ter reação numa ocorrência. É o mesmo que jogar Daniel nas covas dos leões. O número mínimo ideal de policiais numa viatura é de três profissionais: um para dirigir, um para comandar e outro para abordar. Um garantindo a segurança do outro. Muitas vezes, é preciso mandar duas três viaturas para ter um mínimo de efetivo para a realização de uma ação.
Portanto, não posso calar diante do clamor desses heróis que arriscam suas vidas nas ruas, garantindo a segurança da população. Quando um policial é assassinado, morre com ele a esperança de dias melhores numa sociedade tomada pela violência.

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