Lei de Alessandra Vieira desobriga que crianças com autismo usem máscara

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A máscara que usamos para nos proteger da Covid-19 pode ser sentida como algo muito agressivo pelas crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), que têm características como dificuldade para interação social, na comunicação, na linguagem e apresenta comportamentos repetitivos e restritivos. O dia 02 de abril, Dia Mundial de Conscientização do Autismo, marca um caminho de luta pela inclusão e reconhecimento deste grupo.

Em Pernambuco, já está em vigor a Lei Estadual nº 17.141 de autoria da deputada Alessandra Vieira (PSDB) desobriga pessoas autistas a usar máscara contra o coronavírus. A matéria tem o objetivo de assegurar mais flexibilidade e evitar desconforto. “Muitos autistas não conseguem usar a máscara em razão de suas limitações sensoriais. É importante destacar  que a pandemia continua oferecendo risco e por isso redobrar os cuidados e respeitar medidas de isolamento e distanciamento social, especialmente na atenção às crianças”, explica a parlamentar.

A fonoaudióloga Karina Oliveira ressalta que “ é muito mais difícil para as crianças com autismo usar máscara do que paras a crianças com desenvolvimento típico. Isso porque os pequenos com TEA apresentam dificuldade no processamento sensorial e respondem de maneira muito baixa ou muito exagerada aos estímulos do ambiente, inclusive o tato. A máscara seria muito hostil”, conclui.

A mesma lei também dispensa o uso de máscara para pessoas com deficiência e crianças com menos de três anos de idade.

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