Ministério da Infraestrutura garante MP para viabilizar construção do Ramal de Suape

“Foi uma longa conversa, mas muito objetiva, que sinalizou uma boa saída para Pernambuco”, comemorou o deputado federal Augusto Coutinho

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A bancada de Pernambuco participou, nesta quarta-feira, 25, de uma audiência com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, para tratar da construção do Ramal de Suape na Ferrovia Transnordestina. Aos membros da bancada, na sede do ministério, em Brasília, o ministro garantiu que o governo federal deve enviar ao Congresso Nacional, nas próximas semanas, uma Medida Provisória (MP) que garante a construção do trecho da ferrovia que faz a ligação ao Porto de Suape. Na avaliação dele, para a conclusão do ramal do porto pernambucano é mais viável retirar o trecho do atual concessionário e procurar um novo operador.

“Foi uma longa conversa, mas muito objetiva, que sinalizou uma boa saída para Pernambuco”, comemorou o deputado federal Augusto Coutinho (Solidariedade-PE), que coordena a bancada pernambucana com o deputado federal Wolney Queiroz (PDT-PE). “Segundo o ministro, já há operadores interessados no ramal que leva a ferrovia ao nosso Porto de Suape. Dessa forma, o atual concessionário continua com o trecho que liga ao Porto de Pecém e o Ramal de Suape terá um novo parceiro. Pernambuco não poderia ficar sem o Ramal de Suape. Nós estaremos vigilantes para a sua conclusão”, completou o deputado.

Desde que o ministro Tarcísio de Freitas declarou em entrevista recente a um jornal que não haveria viabilidade para a construção do Ramal de Suape, ou seja, que seria apenas concluído o Ramal do Porto de Pecém, no Ceará, a bancada pernambucana iniciou uma grande mobilização. Os parlamentares saíram em defesa do Porto de Suape, comprovando que ele teria melhores condições que o trecho cearense, mobilizando a sociedade e o setor produtivo. Entre os principais pontos levantados, é que o trecho até Suape é 100 km mais curto do que o de Pecém, além de ser uma alternativa ambientalmente sustentável e cerca de R$ 1,5 bilhão a menos para ser concluído.

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