Na Terra do Bordado Delegada Gleide Ângelo e prefeito Silvestre fortalecem artesãs

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O acordo foi firmado ontem (18/01) durante reunião com secretariado municipal.

A cidade de Passira, no agreste, se destaca pela produção artesanal do bordado, com a confecção de peças de cama, mesa e vestuário. A ocupação envolve a maior parte da população feminina e já rendeu à cidade o título de Patrimônio da Cultura Popular de Pernambuco. Apesar da existência de outras atividades econômicas, é indiscutível a importância do bordado como principal incremento socioeconômico e cultural. Desta maneira, as mulheres são as protagonistas na manutenção da força produtiva que leva o nome do município pernambucano para o mundo. Assim, a força e o empenho das munícipes foi a principal pauta do encontro entre a Delegada Gleide Ângelo com o prefeito Severino Silvestre e seu secretariado.

Consciente da relevância desta atividade artesanal, a Delegada se comprometeu a destinar emendas parlamentares à Secretaria da Mulher do Município, além de promover a implementação de oficinas de capacitação e de cursos profissionalizantes, numa articulação que também envolve a Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco. Desta forma, a iniciativa coaduna com a lei 17.163/21, também de autoria da parlamentar, que recomenda o desenvolvimento de ações que apoiem os trabalhadores do artesanato, a fim de reparar os prejuízos provocados durante o período mais crítico da pandemia da Covid-19. “Os produtos destas mulheres fazem parte do mundo. Eles atravessam as fronteiras regionais e internacionais. Os resultados deste trabalho a gente vê não somente na mão de obra local, com a organização das cooperativas que transformam a arte de bordar em algo notório e rentável. Por isso, viabilizar, por exemplo, oficinas de finanças e empreendedorismo são ações que podem ajudar na criação de novas oportunidades no mercado, ampliando ainda mais as possibilidades para as mulheres de Passira”, explica.

A Delegada ainda visitou a Associação das Mulheres Artesãs, onde conheceu um pouco das origens do bordado na cidade. Acredita-se que as freiras franciscanas da Obra Social Santa Isabel tenham apresentado à população a técnica como fonte de renda, por volta de 1950, quando o município ainda era um distrito. Mas, o que se desenvolveu a partir de então é fruto exclusivo da criatividade das mulheres passirenses. “Existe um tesouro nesta cidade. É incrível a vivência que estas mulheres têm no bordado. É muito mais que uma atividade econômica, é uma verdadeira ferramenta de convívio, de fortalecimento e de empoderamento”, afirmou.

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