Pel não economiza nas críticas ao ex-prefeito Barbosa em entrevista a Revista Total

Pel não economiza nas críticas ao ex-prefeito Barbosa em entrevista a Revista Total

Pré-candidato a prefeito de São José da Coroa Grande é destaque na 83º edição da Revista Total Em ano eleitoral somos todos convidados a reflet

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Pré-candidato a prefeito de São José da Coroa Grande é destaque na 83º edição da Revista Total

Em ano eleitoral somos todos convidados a refletir sobre a capacidade dos candidatos em enfrentar desafios de toda a municipalidade. Competência é a palavra-chave. “ A ineficiência de gestores só ocorre após a irresponsabilidade do eleitor a votar sem considerar que à aquele a quem elege é entregue as chaves do destino de toda uma gente, inclusive, dele que está votando. Tomemos por exemplo o que chamamos de problemas seculares do Nordeste. Sol o ano todo é visto por políticos sem visão administrativa como algo cruel, que elimina possibilidades de desenvolvimento econômico. Mas, para um politico administrativamente competente, sol o ano todo é sinônimo de oportunidade. Poucas regiões do mundo têm isso. O sol move a indústria do turismo que garante emprego e renda para milhares de famílias e é fonte de energia limpa, de qualidade e bem mais acessível. Portanto, a vocação econômica do Nordeste e a salvação financeira e social dos nordestinos estão diretamente ligadas a tudo que diz respeito à ecologia, sol, mar e paisagismo.

Como caso para análise, tomemos a realidade da cidade de São José da Coroa Grande, distante 118 km da capital, a cidade está localizada no litoral sul, na divisa entre Pernambuco e Alagoas. Margeado por piscinas naturais, a cidade recebe este nome devido às coroas que surgem nas marés baixas, nos bancos de areia, entre a beira mar e os corais. É o único local da região a dispor de 4km de quebra mar natural, o que impede a aproximação de tubarões de sua orla e assim oferece, também, águas claras e calmas para um banho de mar diferenciado.

Vários descuidos vindos de administrações públicas comprometem o lugar.  Jaziel Gonçalvaes Lages, o Pel, é a principal referência política do PEN 51 no município e lamenta que, na administração passada, a prefeitura tenha colaborado com diversos crimes ambientais. A obra do calçadão da orla causou danos ambientais, econômicos e sociais, uma vez que foi embargada (até hoje) pela Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH). Tirou o provimento de renda de dezenas de famílias que ali comercializavam, afastou banhistas e atraiu consumo e comercialização de drogas. A referida obra, segundo Pel, custou mais de um milhão dos cofres públicos.

Outra denuncia feita pelo mesmo cita a construção do edifício  Costa Dourada, de propriedade do então Prefeito, Sr. Barbosa, localizado a aproximadamente 500 metros da praia cartão –postal da cidade. O empreendimento canaliza água poluída do seu subsolo diretamente para a praia e os custos desta canaleta foram bancados com recursos da prefeitura. Informação de todos os transeuntes já que havia uma placa publicitária no local afirmando que esta era a primeira obra realizada com dinheiro do IPTU. Pel, elenca outros crimes danosos cometidos em São José da Coroa Grande praticados pelo ex-prefeito e empresário do ramo de construções, tais como: a derrubada de coqueiros na falsa promessa da construção da estrada Abreu/Várzea do Una, um dos mais belos lugares de todo o litoral; o aterro de manguezais no loteamento casa mar; e o aterro na comunidade Costa do Sol, popularmente conhecida como Beira Mole, que acumula água prejudicando cerca de 300 famílias da localidade.

Pel, que tem quatro mandatos consecutivos renova sua condição de vereador, entende que é possível administrar bem um município e torná-lo viável para os nativos e turista sem depredar o meio ambiente, valendo-se das potencialidades e belezas naturais para garantir o sustento, dignidade e qualidade de vida das pessoas. Mas que, para isso, o povo e a prefeitura precisam assumir compromisso em cuidar dos bens públicos do lugar. Pel lembrar ainda que o manguezal é um tipo de ecossistema que, embora tenha variedade pequena de espécies, é o sistema que mais produz vida em número populacional, entre peixes, crustáceos e moluscos, e que em São José da Coroa Grande são muitos os que dependem da natureza para sobreviver.

Jaziel acredita que é possível equilibrar a guerra entre as necessidades de sobrevivência dos pescadores e a de recomposição da natureza, oferecendo aos pescadores garantias de renda temporária por meio do cuidado do patrimônio natural das praias. Ao invés de apostar nos chamados arranha-céus, e hotéis costeiros que interferem no paisagismo e atraem outros tipos de ameaças ao lugar, deve-se investir na capacitação de famílias e equipar residências para ofertarem pousadas domiciliares, aumentando o número de leitos disponíveis no município, distribuindo renda e, ao mesmo tempo, inibindo o turismo predatório que acaba por aprofundar distâncias sociais.

Pel entende que é hora de São José descobrir o desenvolvimento sustentável, resgatar tradições que sempre atraíram turistas, a exemplo do evento Fest Coco, comidas e bebidas à base do fruto coqueiro, brincadeiras, danças, músicas, artesanato produzido com palha de coco. Outro evento distinto, que reunia multidões de todas as partes para prestigiar a cultura e a arte das pessoas do lugar, era a festa dos padroeiros da Várzea do Una, São Sebastião, em janeiro – período de férias, logo de grande circulação de pessoas – e de Abreu do Uma, sendo o padroeiro São João. Esses eventos precisam ser vistos não apenas pelo momento festivo aos nativos, mas de oportunidade de negócios que São José precisa valer o seu título de “ Terra das Piscinas Naturais” e fortalecer sua identidade cultural como o pastoril de D. Vanda no período natalino; o tradicional bumba meu boi, do mestre Zé Miau; os desfiles dos blocos de carnaval Bandeira Branca de Dona Moldávia e Samba de Matuto de Toim da Dió. Pel encerra dizendo que “solução tem, mas é preciso pensar bem”.

Revista Total, edição 83, pág 29-33 da segunda Capa

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