Radar Político (29/11) – Benefícios que a candidatura de Marília Arraes oferece ao PT afasta aliança com o PSB

Radar Político (29/11) – Benefícios que a candidatura de Marília Arraes oferece ao PT afasta aliança com o PSB

À medida que a pré-candidata a governadora Marília Arraes anda pelo Estado uma parcela cada vez mais expressiva de petistas está ficando convencida nã

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Marília ArraesÀ medida que a pré-candidata a governadora Marília Arraes anda pelo Estado uma parcela cada vez mais expressiva de petistas está ficando convencida não só da viabilidade de sua candidatura, mas também dos grandes benefícios que esta postulação pode trazer para o partido.

Apesar da união entre o PT e PSB ser defendida por figurões dos dois partidos, militantes entusiastas da candidatura própria têm utilizado os números para comprovar que a união não seria apenas prejudicial, mas danosa ao partido, uma vez que impediria o seu crescimento na Assembleia Legislativa, atrapalharia os planos da sigla de eleger uma bancada federal e roubaria uma possibilidade factível do PT chegar a comandar pela primeira vez o Palácio do Campo das Princesas.

O cálculo utilizado pelos defensores da postulação de Marília leva em conta o desempenho que o partido obteve na eleição de 2014. Naquela ocasião, mesmo o PT não tendo candidatura própria, optando por caminhar com Armando Monteiro (PTB) ao Governo do Estado, o partido registrou votos expressivos de legenda. Só para deputado estadual foram 79.621 votos, já para federal o montante foi de 78.261.

No meio político já é dado como certo que é questão de tempo para que a candidatura de Marília amplie sua influência sob o eleitorado, por esta razão não seria utopia vaticinar que os votos de legenda despejados no PT aumentariam consideravelmente e que somados aos votos nominais dos postulantes proporcionais da sigla seriam capazes de eleger uma bancada mais expressiva não apenas para a Casa Joaquim Nabuco, mas também para a Câmara Federal.

No ano de 2014, quando optou por coligar na proporcional com o PTB, PDT, PSC, PT do B e PRB, o PT deixou de eleger deputados federais próprios, uma vez que os votos de legenda do partido somados aos votos nominais de seus 8 candidatos superou 385 mil votos, o suficiente  para eleger dois deputados federais do partido caso tivesse saído em faixa própria. Prejuízo quase que semelhante o PT também teve quando coligou na proporcional para deputado estadual, o que resultou na eleição de apenas três ao invés de quatro deputados estaduais caso não tivesse coligado.

Embora o cenário propenso a acontecer em 2018 seja um pouco diferente da eleição passada, já que vários quadros que concorreram 2014 não mais concorrerão no próximo ano, vale lembrar que outras novas lideranças com potencial eleitoral competitivo estão surgindo e outras se reposicionando percebendo que a candidatura própria é o caminho mais curto para alcançar êxito na disputa, por esta razão será difícil convencê-las de que a aliança com o PSB será mais vantajosa.

O desafio – A única coisa que atrapalha a candidatura de Marília Arraes é o fator “Tempo”. Apesar do PT possuir sozinho o segundo maior tempo de horário gratuito entre os partidos, perdendo apenas para o PMDB, ainda assim a exposição da candidata petista nas inserções e programas eleitorais na televisão e no rádio ficaria longe do desejável. Atrair outros partidos para o seu projeto é um desafio a ser vencido por Marília. Uma aliança com o Psol já é trabalhada nos bastidores e com o PC do B não está descartada.

Chapinha 1 – O PRTB, PROS, PSDC e PRP andam bem afinados em relação a construção de uma chapinha para a proporcional. Para deputados federais só será permitida a entrada de postulantes com teto de no máximo 30 mil votos. A expectativa é eleger ao menos um deputado federal.

Chapinha 2 – Já para deputado estadual os partidos estão trabalhando para atrair candidatos com o potencial limite de 20 mil votos. Neste caso a promessa é conquistar ao menos três cadeiras na ALEPE. Quanto a disputa para governador, o presidente de um desses partidos confidenciou ao blog: “Essa coligação também articula o lançamento de uma chapa majoritária. Achamos que o momento é oportuno pelo inércia e falta de projetos para Pernambuco das candidaturas atuais”.

Aprovação em alta – Uma pesquisa realizada pelo Instituto Tiradentes apontou que a gestão do prefeito de Tamandaré, Sérgio Hacker (PSB, imagem), possui 79% de aprovação entre bom e ótimo. Por esta razão, o gestor será homenageado no 123º Seminário Brasileiro de Prefeitos, Vereadores, Procuradores Jurídicos, Controladores Internos, Secretários e Assessores Municipais, evento que acontecerá no dia 15 de dezembro, no Auditório do Recife Praia Hotel.

Vitória de Santo Antão 1 – Com forças políticas bem definidas o município de Vitória de Santo Antão deverá manter a tradição e ter mais uma disputa acirrada em 2018 com a candidatura de ao menos três lideranças locais. O atual prefeito Aglailson Júnior lançará o seu filho Aglailson Victor para estadual e apoiará João Campos para federal.

Vitória de Santo Antão 2 – Por sua vez, o ex-prefeito Elias Lira concentrará esforços na reeleição de seu filho Joaquim Lira (PSD) para estadual e em André de Paula (PSD) para federal. Já o deputado estadual Henrique Queiroz (PR, imagem) avalia se sairá candidato a deputado federal. Caso decida disputar a 11ª reeleição há grandes chances de Henrique Queiroz dobrar com atual secretário estadual de Administração Milton Coelho (PSB).

Mata Sul das oportunidades – Uma pesquisa realizada pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) apontou que dos cinco municípios que mais geraram empregos proporcionalmente em Pernambuco no mês de outubro, quatro estão localizados na Mata Sul e um na Região Metropolitana, são eles: Ribeirão com 371 novos postos de trabalho, seguido por Água Preta (+99), Barreiros (+239), Sirinhaém (+522) e Moreno (+356).

De olho nas Emendas 1 – Dando continuidade ao rastreamento do destino das emendas de deputados estaduais inseridas na Lei Orçamentária Anual de 2018, revelamos para quais municípios da Mata Sul a deputada Simone Santana (imagem) destinou recursos. Vale lembrar que cada parlamentar tem direito a um valor de R$ 1.515 milhão para destinar para a execução de ações em áreas como Saúde, Educação, Infraestrutura e Segurança Pública em qualquer município do Estado.

De olho nas emendas 2 – Aliada do prefeito Elimário Farias, Simone reservou para o município de Barreiros o valor de R$ 200 mil para serem investidos em pavimentação de ruas. Para Palmares a parlamentar destinou R$ 100 mil reais que serão responsáveis pela realização de obras de infraestrutura em geral.

De olho nas emendas 3 – Já para Rio Formoso e Sirinhaém estão reservados os valores de R$ 150 mil e R$ 200 mil, respectivamente. O primeiro valor terá como destino a requalificação da Praça de Alimentação Luiz Osídio da Silva, já o segundo será remetido à pavimentação de ruas no município que tem o Franz Hacker como prefeito. Vale lembrar que a execução efetiva da emenda está relacionada à apresentação de projetos e, em alguns casos, de contrapartidas por parte das prefeituras, além de boa vontade do Governo do Estado.

Estranho no Ninho – Com uma postura de aliado do presidente Michel Temer o deputado federal Marinaldo Rosendo (PSB) é um verdadeiro constrangimento para o seu partido. A permanência de Marinaldo na sigla prejudica bastante o discurso que o partido tem adotado contra o Governo Federal em relação à venda da Chesf e às Reformas Trabalhista e da Previdência.

 

Escrito por Wellington Ribeiro

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