Raimundo Pimentel enfrenta protesto de professores: Três anos sem aumento na ‘Terra Arrasada’. Já são 31% de perda salarial

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Professores e Sindicato da categoria decidiram enfrentar o ‘GELO ALAGOANO de Araripina’ – como é conhecido o atual prefeito Raimundo Pimentel até por aliados – através de um ato de resistência apoiado pelos vereadores de oposição, que receberam a delegação na Câmara Municipal, na última quarta-feira, 04 de março.

Além de negar aumento e de não cumprir o Plano de Cargos de Carreiras, o “Gelo Alagoano’ se nega a receber os representantes do SIMA para negociar e encontrar uma saída honrosa para o impasse. O reajuste aprovado pelo governo federal é de 12,84%, o que foi negado em Araripina. Há três anos e três meses sem aumento, as perdas acumuladas chegam a 31%, conforme cálculos do SIMA, o sindicato que representa a categoria.
Sem ter espaço para negociar, resta as alternativas que a democracia garante: recorrer à bancada de oposição na câmara; protestar; usar os meios de comunicação e por fim a paralização, o que não querem mas parece ser uma possibilidade concreta.

“A palavra é desespero”, lamentou em entrevista o secretário geral do SIMA, Tiago Silva’. “O que recebemos hoje não compra metade do que comprávamos quando do último aumento’, comparou, em tom de tristeza e revolta. “Não entendemos a razão dessa perseguição à nossa classe”, questionou o líder sindical.

A categoria foi ouvida e apoiada na Câmara Municipal pela bancada de oposição, que é composta por seis vereadores, cinco dos quais liderados pelo empresário e pré-candidato a prefeito Tião do Gesso. São eles: Luciano Capitão, João Dias, Edsávio Coelho, Divona e Silvano do Morais.

TERRA ARRASADA

Quem andar hoje em Araripina, tendo visitado a cidade há mais de quatro anos, não reconhecerá o lugar nem concordará que se trata da Capital do Araripe, capital do Polo Gesseiro, Princesa do Araripe. Sorte terá aquele que terminar um curto percurso de carro sem dar voltas intermináveis para se livrar dos buracos e ruas interditadas; que não se deparar com matagais nas ruas centrais ou lixo e esgoto a céu aberto. Na zona rural, a dica é não arriscar cem metros fora das vias estaduais e federais asfaltadas. O risco de atolar e não retornar sem serviço de socorro é alto. Saúde e educação são peças de ficção nas promessas de campanha do atual prefeito Raimundo Pimentel, que por esta e outras sofre desgaste nunca visto e está sendo abandonado até pelo vice-prefeito, que ensaia candidatura própria de protesto, rachando o palanque de situação.

As fotos que ilustram o momento remetem a uma cidade em estado de pós-guerra seguido de abandono pelas autoridades. Nada funciona. Até o Bode do Araripe, time de futebol que enfrentou os grandes da capital com força, coragem e vibração, hoje é só lembrança em paredes, onde fotos do time e camisas autografadas alimentam ainda mais a angústia e até o ódio crescentes que abalam o antes elogiado alto astral do povo de Araripina.


O prefeito Raimundo Pimentel, dando sentido ao apelido de “Gelo Alagoano’, só aparece na cidade de vez em quando para fazer peças extraordinárias de propaganda e andar em carros com tração nas quatro rodas, para evitar imprevistos nas ruas e estradas que deixou arruinar.

“Queremos piso e não pisa!”. Esta frase de uma professora em entrevista a rádio local sintetiza o que representa o poder municipal na visão da maioria na cidade de Araripina.

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