Por Diana Câmara
Em 24 de fevereiro de 1932, o Brasil atingiu um marco decisivo na história democrática ao assegurar o direito de voto para as mulheres. Há 93 anos as brasileiras conquistavam o direito de votar. O voto feminino foi estabelecido pelo Código Eleitoral assinado pelo presidente Getúlio Vargas, nesta data. Assim, essa data simboliza o início de uma trajetória de inclusão que permitiu a participação feminina ativa na política, permitindo que suas vozes se tornassem protagonistas nos debates e nas decisões que moldam nossa sociedade.
Ao longo das décadas, o voto feminino tem impulsionado transformações significativas, promovendo a diversidade de perspectivas e fortalecendo o processo democrático. O acesso ao sufrágio permitiu a emergência de lideranças capazes de desenvolver políticas públicas mais sensíveis às necessidades sociais, evidenciando que a presença das mulheres nos espaços de poder é indispensável para a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva.
Um exemplo marcante desse avanço ocorreu em Pernambuco, ao registrar a eleição de sua primeira governadora, Raquel Lyra, que, juntamente com sua vice, Priscila Krause, compôs a primeira chapa eleita do Brasil formada integralmente por mulheres para o Executivo estadual. Essa conquista representa não apenas a superação de barreiras históricas, mas também um importante passo rumo à efetiva representatividade feminina nos mais altos níveis de decisão. A mulher traz um olhar singular para os problemas da sociedade e enfrenta com humanidade e empatia.
Sua administração tem investido fortemente na ampliação das creches e na renovação da frota de ônibus escolares, garantindo mais oportunidades para as crianças do nosso estado. Além disso, a Governadora demonstrou sensibilidade ao priorizar a distribuição de água às regiões mais remotas de Pernambuco, muitas vezes esquecidas e invisibilizadas pelo poder público. Seu compromisso com as mães e crianças se reflete também na construção e reforma de imóveis para moradia familiar, com o objetivo de proporcionar mais dignidade e qualidade de vida às famílias pernambucanas. Além de mulher, a Governadora é mãe e isso lhe traz perspectivas mais humana e da estrutura familiar numa visão de quem vivencia o comando de um lar e da importância da família e criação dos filhos para a sociedade. Isso faz muita diferença.
Mas precisamos frisar: apesar dos avanços significativos, os desafios da inclusão da mulher nos espaços de poder persistem. Barreiras culturais, o machismo estrutural e a desigualdade de oportunidades ainda limitam a plena participação das mulheres. Superar esses obstáculos exige esforços contínuos, que envolvam tanto a implementação de políticas públicas inclusivas quanto a mudança de mentalidades enraizadas.
Todavia, indubitavelmente, o Dia da Conquista do Voto Feminino no Brasil é uma data para se celebrar. O voto feminino continua sendo um instrumento transformador que fortalece a democracia. Por isso, é importante manter e ampliar a participação das mulheres nos espaços de poder, garantindo que suas perspectivas contribuam para o desenvolvimento de uma sociedade mais equânime, representativa e inclusiva.


























