
A recente filiação de Amanda Ramos ao PSD tem sido avaliada, nos bastidores da política pernambucana, como um passo em falso da pré-candidata a deputada estadual. A leitura predominante é de que a escolha do partido a coloca em um ambiente de altíssima concorrência, tornando praticamente inviável o êxito do seu projeto de chegar à Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).
No meio político, a expectativa é de que o PSD registre um ponto de corte superior a 50 mil votos para a eleição de deputados estaduais em 2026. Um desempenho considerado distante do potencial eleitoral de Amanda Ramos, o que reforça a percepção de que a legenda não seria o espaço mais adequado para uma candidatura em construção.
A sigla deve reunir nomes de peso na disputa, como os deputados Débora Almeida, Aglailson Victor, Joãozinho Tenório e William Brígido, além de Andrea Medeiros, todos com densidade eleitoral consolidada e projeção acima da casa dos 50 mil votos. Figuras como Fábio Aragão, Davi Muniz, Professor Lupércio e César Ramos também estariam à frente de Amanda Ramos. Esse cenário cria um funil extremamente estreito para novos nomes e reduz drasticamente as chances de quem não chega com capital eleitoral robusto.
Antes contabilizada como pré-candidata pelo Podemos, Amanda Ramos deixou para trás uma legenda onde poderia disputar com maior competitividade e protagonismo. No PSD, a avaliação é de que ela tende a ocupar o papel conhecido no jargão político como “camurim”, o candidato que entra na chapa apenas para somar votos à legenda, sem reais chances de vitória.
A mudança, portanto, é vista como um erro estratégico que pode custar caro à pré-candidata, comprometendo a oportunidade de transformar o sonho de uma cadeira no Legislativo Estadual em um projeto viável do ponto de vista eleitoral.
Somado a tudo isso, pesam os altos índices de reprovação da gestão de seu pai, o prefeito de Paulista, Severino Ramos, o que tende a influenciar negativamente o desempenho de Amanda Ramos nas urnas.
Por outro lado, a saída de Amanda Ramos do Podemos, por lá considerada uma candidata com reais chances de vitória, diminui a concorrência na sigla e pode servir para que o partido atraia novas lideranças.

























