
O primeiro dia do ano de 2025 foi marcado por muita confusão na Câmara de Vereadores de Belém de Maria, na zona da Mata Sul de Pernambuco.
A confusão começou devido ao regimento interno da Câmara, que diz que no primeiro dia útil do ano subsequente da eleição municipal, o vereador mais votado preside a reunião solene, onde neste ato é dada a posse para prefeito, vice e vereadores. Em seguida, a sessão é suspensa por 30 minutos para que possa ser apresentada ou confeccionada as chapas que vão concorrer na mesa diretora.
No dia 30 de dezembro, foi registrada na secretaria da câmara uma chapa com: Jairo do Timbó (PT) para presidente; Ailton da Batatinha (PSDB) para primeiro secretário; e para segundo secretário Helder de Beto Gordo (PT). Segundo informações, já havia uma irregularidade pelo prazo – já que o apontado no regimento é de 30 minutos antes.
Já a oposição apresentou uma chapa encabeçada por Floriano Veloso de Carvalho, o Frank Fiscal do Povo (PP) como presidente, Erisvaldo Gonçalves Ferreira (PP) como primeiro secretário e Danda de Val (PP) como segunda secretária.
Durante a sessão, houve controvérsia sobre o registro das chapas. Segundo o regimento interno da Câmara, as chapas deveriam ser apresentadas dentro de um prazo de 30 minutos a partir do início da reunião. No entanto, questionamentos surgiram sobre a validade do registro da chapa da base governista, já que Jairo do Timbó, indicado como presidente, ainda não havia assumido formalmente seu mandato, o que, de acordo com as regras, o tornaria inelegível para o cargo.
Diante do impasse, o presidente interino da sessão, Floriano Veloso, declarou válida apenas a chapa da oposição, argumentando que a outra não cumpriu os requisitos regimentais. A decisão gerou protestos por parte dos vereadores da base do prefeito, que se recusaram a participar da votação nominal.
A situação escalou quando a votação secreta foi iniciada pela oposição. O clima tenso resultou em uma discussão acalorada entre os parlamentares, que precisou ser contida pela polícia. O prefeito, presente no local, deixou a Câmara em meio ao tumulto. No auge da confusão, documentos foram rasgados e acusações mútuas foram trocadas entre os parlamentares.
Após a confusão, Floriano Veloso foi declarado presidente da Câmara, e a chapa da oposição foi oficialmente registrada. No entanto, vereadores da base governista prometeram contestar o resultado, alegando irregularidades no processo e apresentando denúncias formais na delegacia.
Veja um trecho do momento

























