
A Justiça Eleitoral promoverá, nesta quarta (6), uma audiência de instrução para apurar denúncias de irregularidades que podem resultar na anulação do pleito realizado em outubro em Belém de Maria, na Mata Sul de Pernambuco.
A ação é movida pela coligação “Por Amor a Belém de Maria” contra a chapa do prefeito eleito Beto do Sargento (PSDB), ligado ao ex-prefeito Rolph Casale e ao atual prefeito, Rolph Júnior. Segundo a denúncia, a Polícia Federal também já recebeu documentos com indícios de irregularidades.
Em um documento de quase 40 páginas, a coligação revela a falsificação de títulos eleitorais por servidores públicos, o uso indevido de equipamentos públicos para manipular documentos e até compra de votos. Conforme a denúncia, os envolvidos utilizaram equipamentos eletrônicos da Prefeitura para executar transferências ilegais de domicílio eleitoral.
Com a ajuda de servidores públicos, falsificaram comprovantes de residência e realizaram transferências de títulos eleitorais para pessoas que não possuem vínculo com o município. Certidões emitidas pelo Cartório Eleitoral acostadas ao processo confirmam o uso de endereços de IP da Prefeitura, apontando que a estrutura pública foi manipulada para fins eleitoreiros.
O caso veio à tona depois que um áudio atribuído ao prefeito eleito supostamente incentiva a falsificação de endereços, reforçando as suspeitas de manipulação no processo eleitoral. De acordo com a ação, o grupo investigado se valeu de servidores públicos municipais com o objetivo exclusivo de influenciar o resultado da eleição, trazendo eleitores de fora para aumentar seu apoio.
A ação é movida pelo advogado Otávio Miécio Santos Sampaio, que busca a aplicação de multa, cancelamento do registro ou do diploma da chapa eleita no dia 6 de outubro, além da inelegibilidade dos envolvidos para as próximas eleições nos próximos oito anos. Segundo a legislação eleitoral, a confirmação das irregularidades pode resultar na anulação do pleito e na realização de uma nova eleição. Na audiência desta quarta, testemunhas e partes envolvidas serão chamadas a depor perante a Justiça Eleitoral.

























