
Uma organização criminosa voltada ao tráfico de drogas com atuação na fronteira entre Mato Grosso do Sul e o Paraguai foi alvo da Operação Olho de Vidro, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (19). A ação ocorreu em seis estados brasileiros e teve como um dos principais alvos o vereador José Joacir Cristovão da Silva, conhecido como “Oim” ou “Olhinho”, candidato à reeleição pelo Podemos em João Alfredo, Pernambuco.
O vereador, apontado como líder da quadrilha, não foi encontrado durante o cumprimento dos mandados de prisão em sua residência e é considerado foragido, assim como seu auxiliar financeiro, Célio Pereira de Arruda. A mulher de José Joacir, Edivania Laura da Silva, conhecida como “Vânia de Oim”, também é alvo de investigações. Candidata à prefeita de João Alfredo nas eleições de 2024, ela teve sua residência e o gabinete de “Oim” na Câmara Municipal vasculhados pela PF.
As investigações, conduzidas pela Delegacia da Polícia Federal de Ponta Porã, começaram em maio de 2022, após a apreensão de 400 quilos de maconha e cocaína transportados em um caminhão. A partir dessa apreensão, a PF identificou o esquema liderado por “Oim”, supostamente um dos chefes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) em Pernambuco.

A operação resultou em 11 prisões em Ponta Porã, sendo sete delas em flagrante, além da apreensão de quatro pistolas, uma escopeta, drogas e mandados de prisão e busca em seis estados. Além de Pernambuco, as ações ocorreram em Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, São Paulo, Santa Catarina e Goiás.
Durante as diligências, além das prisões e buscas realizadas, duas pessoas jurídicas foram interditadas, inúmeros veículos foram apreendidos e grande numerário de valores foi bloqueado nas contas dos investigados.
O nome da operação, Olho de Vidro, faz referência a José Joacir, que possui uma prótese ocular. Ele já havia sido investigado em 2010 por envolvimento com receptação de veículos roubados. As prisões em flagrante durante a operação ocorreram por posse ilegal de arma de fogo de uso restrito e tráfico de drogas.
Com informações do portal Campo Grande News, Governo Federal e Uol.

























