
Ganha cada vez mais força nos bastidores políticos a possibilidade de o deputado federal Mendonça Filho disputar uma vaga no Senado como representante do bolsonarismo em Pernambuco. Recentemente, quem demonstrou simpatia pela ideia foi o ex-senador Armando Monteiro Neto (Podemos), de quem Mendonça foi candidato ao Senado na eleição de 2018.
A hipótese, no entanto, não é nova. Em fevereiro, um documento atribuído ao senador Flávio Bolsonaro, revelado pela Folha de S.Paulo, já apontava que o Partido Liberal trabalhava com o nome de Mendonça Filho para compor a chapa majoritária em Pernambuco. No material, que traça o mapa político da legenda para os estados, o parlamentar aparece como a principal aposta do PL para a disputa ao Senado. O documento também revelava a governadora Raquel Lyra como o palanque bolsonarista no estado.

Embora o PL de Pernambuco tenha anunciado recentemente a pré-candidatura do vereador de Caruaru, Silvio Nascimento, ao Senado, sua eventual substituição por Mendonça Filho não encontraria resistência política dentro da sigla. Além de ser um nome de maior densidade eleitoral, Mendonça acumula um currículo de peso, tendo exercido os cargos de governador de Pernambuco, ministro da Educação e deputado federal, além de já ter disputado uma vaga para o Senado.
No meio político já existe quem avalie que o movimento em torno de uma candidatura de Mendonça ao Senado pode contar com as digitais do Palácio do Campo das Princesas, que recentemente já fez um gesto para o Bolsonarismo nomeando ao menos 15 indicações do Partido Liberal na estrutura do Governo do Estado. A leitura é de que o gesto serviria como uma sinalização política ao eleitorado e às lideranças alinhadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, ampliando as pontes entre o governo estadual e o campo conservador.























