A deputada federal Clarissa Tércio (PP-PE) utilizou a tribuna da Câmara dos Deputados, na terça-feira (14), para contestar declarações da deputada Tabata Amaral (PSB-SP) e reafirmar seu posicionamento contrário ao projeto de lei conhecido como “PL da Misoginia”.
Segundo Clarissa Tércio, o registro da votação demonstra que ela e outras parlamentares votaram contra o relatório da proposta, diferentemente do que, segundo a deputada, foi afirmado por Tabata Amaral durante a sessão.
A parlamentar argumentou que atribuir um voto favorável a deputadas que se posicionaram contra o projeto desconsidera a manifestação dessas parlamentares.
Clarissa Tércio também afirmou que, em sua avaliação, a proposta, embora tenha como objetivo combater a restrição de direitos, pode limitar a atuação de parlamentares que divergem do texto.
Ao justificar seu voto contrário, a deputada disse que entende que o projeto pode afetar a liberdade de expressão e a liberdade religiosa, além de gerar impactos sobre diferentes segmentos da sociedade.
“A minha maior preocupação é quanto a minha liberdade religiosa. Muitos deputados de esquerda negam isso, mas eles mesmos são contra a liberdade religiosa. Quando citamos Efésios 5, a respeito da submissão da mulher ao marido, eles não entendem isso e nos acusam de misoginia. Nossa liberdade fica completamente ameaçada”, afirmou.
Segundo Clarissa Tércio, manifestações baseadas em convicções religiosas não devem ser tratadas como atos passíveis de censura, por entender que a liberdade religiosa é um direito assegurado pela Constituição.
























