
Na manhã desta quarta-feira (8), no plenarinho da Casa de José Mariano, ocorreu a reunião para a instalação da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência da Câmara Municipal do Recife, promovida pela vereadora Liana Cirne (PT). “Uma grande alegria estar aqui hoje. Recife é a capital do Brasil com o maior índice de pessoas com deficiências de variados tipos, inclusive deficiências ocultas”. Além de Liana Cirne, Elaine Cristina (PSOL), Ana Lúcia (Republicanos), Tadeu Calheiros (MDB) e Victor André Gomes (PV) farão parte do novo colegiado.
A mesa da reunião foi composta por Fernando Van Der Linden, integrante do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência da OAB-PE; Ledja Cibele, vice-presidente do Conselho Municipal da Pessoa Com Deficiência; Paulo Fernando, gerente da Pessoa com Deficiência da Prefeitura do Recife; Marconi Barkokebas, gerente estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência, além dos vereadores Victor André Gomes, Elaine Cristina e Ana Lúcia.
Segundo a vereadora Liana Cirne, autora do projeto de resolução que cria a Comissão, a população com deficiência em Pernambuco foi estimada em 949 mil pessoas, de dois anos ou mais de idade, o que corresponde a 10,1% da população dessa faixa etária. O resultado está acima da média brasileira (8,9%) e coloca o Estado em sexto lugar no ranking nacional. O Recife tem 11,1% dos seus habitantes de dois anos ou mais nessa condição, o equivalente a 182 mil pessoas.
“Os direitos das pessoas com deficiência merecem específica consideração, de forma a saírem de quaisquer tratamentos genéricos que lhes sejam dados. É necessário – não só diante das projeções demográficas, mas também em razão dos atuais problemas que acometem a população – que essa Comissão fosse criada com uma temática de caráter permanente para tratar de temas relativos à proteção, promoção, preservação e ampliação dos direitos da pessoa com deficiência na Câmara Municipal do Recife”. Emocionada, Liana Cirne disse que soube do diagnóstico do filho autista após assumir o mandato na Câmara Municipal do Recife. “Todo mundo que é mãe de uma pessoa com deficiência sofre muito por termos uma sociedade capacitista. Conversei com meu filho como iria lidar com a situação. E ele disse que eu tinha o dever, como vereadora, de tornar público”.

























