
O conflito envolvendo trabalhadores e proprietários de terrenos no Pontal do Maracaípe, localizado em Ipojuca, na Região Metropolitana, voltou a ser tema de pronunciamento na Alepe.
A pauta havia sido debatida em audiência pública da Comissão de Cidadania da Alepe no último mês. Na ocasião, o diretor-presidente da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), José Anchieta dos Santos, anunciou a determinação de retirada de um muro que impedia o acesso de trabalhadores locais e banhistas à praia, e afirmou que iria confiscar câmeras de vigilância instaladas nos entornos da propriedade.
Da tribuna, Coronel Alberto Feitosa (PL) criticou a fala de Anchieta. O parlamentar afirmou que a propriedade é reconhecida pela própria CPRH, além do Ibama e das Justiças Federal e Estadual. Ele acrescentou que as câmeras são usadas para garantir a segurança e a preservação ambiental do local.
Para o deputado, houve incitação de invasão a uma área particular e de violação do direito constitucional de propriedade. Ele reconheceu que as pessoas precisam de trabalho e de amparo social, mas ressaltou que isso não pode ser feito em áreas privadas.
“É o mesmo que chegar na beira de uma estrada, achar que ali se pode instalar um comércio, e ir lá o presidente da CPRH ou qualquer autoridade pública mandar recuar a cerca para estabelecer a atividade comercial. Não pode!”, externou.
Feitosa fez um apelo para que a governadora Raquel Lyra exija uma retratação pública ou exonere o representante da CPRH.






















