
O primeiro debate promovido por uma emissora de televisão foi exibido, nesta terça-feira (1º), pela TV Jornal, a cinco dias dos eleitores irem às urnas. Foram convidados os candidatos que têm ao menos um parlamentar no Congresso Nacional. Foram eles, Dani Portela (PSOL), Daniel Coelho (PSD), Gilson Machado (PL), João Campos (PSB) e Técio Teles (Novo).
Os candidatos tiveram, inicialmente, um minuto para se apresentar ao eleitor. Dani Portela usou o espaço para se dizer a única mulher no debate. A candidata do PSOL falou com o público também, pela Língua Brasileira de Sinais, para a trazer o eleitorado das mulheres para si. Daniel Coelho (PSD) utilizou os primeiros momentos para criticar João Campos em relação à polêmica das creches. Tecio Teles (Novo) foi o terceiro a se apresentar e se defende como liberal e repete lema da “direita lúcida”.
Gilson Machado (PL) iniciou com críticas a ausência de debates para a prefeitura do Recife e afirmou que vai “liberar o Recife do atual prefeito”. João Campos (PSB), candidato à reeleição, começou o debate se afirmando “pronto para fazer muito mais”.
A primeira rodada de perguntas, segundo a mediadora Anne Barreto, do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação, teve tema livre.
Gilson Machado (PL), iniciou a rodada de questionamentos e criticou João Campos sobre a polêmica das creches do Recife, administradas em parceria público privada. João Campos se defendeu, afirmando que o ex-ministro foi o candidato mais punido pelo TRE nas eleições 2024 devido à desinformação. O sanfoneiro perdeu 293 inserções e 38 minutos de seu guia eleitoral na TV e no rádio.
A continuidade do primeiro bloco foi com os candidatos criticando a gestão de João Campos, com dobradinha de Daniel Coelho (PSD) e Gilson Machado (PL) para fechar o bloco. Os candidatos criticaram os gastos da prefeitura do Recife em eventos, como o carnaval. Além disso, a associação a a Geraldo Júlio, também do PSB e antecessor de João Campos, com a marca de “12 anos”. Sendo os últimos quatro anos do candidato à reeleição e oito anos de Geraldo.
O segundo bloco foi iniciado com a pergunta de Daniel Coelho a João Campos, que se defendeu com seus feitos no mandato.
Ainda neste bloco, Gilson Machado (PL) afirmou que, se eleito, terá o General Braga Netto, que foi candidato a vice-presidente com Jair Bolsonaro, em 2022, como secretário de segurança pública. Além disso, o ex-presidente da Embratur prometeu armar a Guarda Municipal da capital pernambucana, em nova dobradinha, desta vez com Técio Teles (Novo), que afirmou que fará uma academia de treinamento da Guarda Municipal e acusou da prefeitura ter “indústria da multa”.
João Campos (PSB) aproveitou o bloco para falar do programa de intercâmbio aos estudantes da Rede Municipal. Dani Portela (PSOL) utilizou seu tempo para afirmar que as propostas foram participativas e que, se eleita, pretende reduzir as desigualdades da região metropolitana, especialmente nas “áreas descobertas”, onde a capital do estado faz limite com os municípios vizinhos, como Olinda, Paulista e Jaboatão dos Guararapes.
Daniel Coelho (PSD), que foi associado à Raquel Lyra (PSDB), na tentativa de pegar a rejeição da governadora, utiliza para criticar, mais uma vez, a gestão “PSB”, associando João Campos a Geraldo Júlio. O candidato também destacou a burocracia da saúde, onde, se eleito, haverá consulta remota, seja por gestão somente pública ou público-privada.

























