
A deputada estadual e pré-candidata à reeleição Débora Almeida (PSD) afirmou que sua trajetória na vida pública foi construída por meio do estudo, da dedicação e do trabalho.
Em entrevista ao programa Debate no Ponto, do Blog Ponto de Vista, apresentado pelo jornalista Wellington Ribeiro, a parlamentar relembrou a infância em escola pública, a carreira como procuradora federal, a eleição para a Prefeitura de São Bento do Una e os desafios enfrentados por ser a primeira mulher a comandar o município.
Segundo Débora, a educação foi determinante para alcançar os espaços que ocupa atualmente. Ela contou que estudou na zona rural de São Bento do Una, cursou o ensino fundamental e médio em escolas públicas e enfrentou dificuldades para ingressar na faculdade de Direito.
“Minha vida toda foi construída com muito trabalho, muita dedicação e muito preparo. Eu fui aluna de escola pública, estudei na zona rural da minha cidade e depois continuei toda minha formação na rede pública. Tudo o que eu conquistei foi com muito esforço.”
A parlamentar lembrou que, após concluir a graduação em Direito, foi aprovada em concurso da Advocacia-Geral da União (AGU), assumindo o cargo de procuradora federal, antes de ingressar definitivamente na política.
A entrada na vida pública, segundo ela, aconteceu em 2012, quando foi eleita prefeita de São Bento do Una. Débora destacou que sua eleição representou um marco para o município, que, até então, nunca havia sido administrado por uma mulher.
“Eu fui a primeira mulher a ocupar o cargo de prefeita da cidade de São Bento do Una. Eram 153 anos de história e existia muita resistência, muito preconceito e muita desconfiança quanto à minha atuação.”
Ela relembrou que, durante a campanha e no início da gestão, ouviu comentários que colocavam em dúvida sua capacidade de governar.
“As pessoas diziam que quem ia mandar era meu pai, que eu só estaria ali por estar. Existia muito preconceito pelo fato de ser mulher.”
Débora afirmou que respondeu às críticas com resultados administrativos e destacou os investimentos realizados na educação durante os dois mandatos como prefeita.
“Eu fui aluna de escola pública e queria que os alunos de São Bento do Una tivessem oportunidades que eu não tive. A gente conseguiu crescer dois pontos no IDEB e fazer a diferença na educação do município.”
A deputada também recordou a decisão de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa em 2022. Segundo ela, havia dúvidas sobre a viabilidade eleitoral da candidatura, especialmente após optar por permanecer ao lado de Raquel Lyra durante a formação das chapas.
“Eu tinha uma conversa com outro partido, mas disse à governadora: ‘Se eu estou com você, eu estou com você’. Eu acreditava no projeto de Raquel Lyra.”
Débora contou que foi alertada por lideranças políticas de que teria mais chances de eleição em outra legenda, mas preferiu manter sua posição.
“Me diziam que eu não seria eleita. Mas política não é um caminho fácil. A gente tem que fazer acreditando no que está defendendo.”
Segundo a parlamentar, o resultado das urnas demonstrou que a estratégia foi acertada. “Eu me planejei, andei muito, consegui vencer a desconfiança e fui a mais votada do partido.”
Ao falar sobre a presença feminina na política, Débora defendeu que mais mulheres ocupem espaços de poder e afirmou que sua própria trajetória pode servir de inspiração para novas lideranças.
“Você representar mulheres com coragem, determinação e respeito é muito importante. Eu acredito que uma mulher do Agreste, do interior do Estado, fazendo um grande trabalho, também serve de referência para outras mulheres.”
Durante a entrevista, a deputada também ressaltou que procura manter uma atuação pautada pelo diálogo, inclusive com adversários políticos, em benefício dos municípios que representa.
“Em várias cidades eu sou oposição aos prefeitos, mas chego para somar com emendas, ambulâncias e ações que possam ajudar a população. A política precisa ser feita com respeito e pensando nas pessoas.”

























