A deputada estadual Delegada Gleide Ângelo (PSB) criticou, nesta quarta-feira (4), a ausência de representantes do Governo do Estado durante a audiência pública realizada na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) para discutir a retirada do 20º Batalhão da Polícia Militar de São Lourenço da Mata. A parlamentar classificou como absurda a ideia de retirar a unidade em meio ao aumento da violência na cidade, que registrou crescimento de 56% nos homicídios entre 2022 e 2024.
“Como é que você tem um aumento tão alarmante de homicídios e ainda cogita tirar um batalhão? São Lourenço não precisa de menos segurança, precisa de mais. Foi essa a grande discussão e a revolta de todos os parlamentares e da população de São Lourenço, que tem hoje 116 mil habitantes”, destacou Gleide Ângelo.
A audiência contou com a participação do prefeito Vinícius Labanca, do vice-prefeito Lucca Labanca, de deputados estaduais, vereadores e representantes da sociedade civil organizada. Mesmo sem presença do Governo do Estado no debate, a informação de que a governadora Raquel Lyra havia decidido manter o batalhão no município chegou no meio da reunião, sendo recebida com alívio pelos presentes.
Para Gleide Ângelo, além de manter o 20º BPM em São Lourenço, o governo precisa reforçar a segurança pública na Região Metropolitana. A deputada revelou que já havia apresentado uma indicação para a criação de um novo batalhão em Camaragibe, município vizinho que também enfrenta altos índices de criminalidade.
“A minha solicitação sempre foi para criar o 29º Batalhão em Camaragibe, sem retirar o de São Lourenço. Os dois municípios precisam de segurança. Todo cidadão merece estar protegido, independente de onde nasceu”, defendeu.
Com o recuo anunciado de forma extraoficial, a expectativa agora é que o Governo do Estado formalize a decisão de manter o 20º BPM em São Lourenço da Mata e avance na implantação do novo batalhão em Camaragibe, atendendo as demandas de segurança pública da população local.
“O que a gente quer é isso: que cada cidade tenha sua estrutura, sua polícia, suas condições para proteger seus cidadãos. Pernambuco inteiro precisa dessa atenção”, completou Gleide Ângelo.


























