
Os delegados de Polícia de Pernambuco, por meio da Associação dos Delegados do Estado (Adeppe), rejeitaram mais uma vez, em assembleia, a proposta apresentada pela gestão Raquel Lyra em negociação com a categoria. Os delegados também estão adotando novas medidas contra o governo, como a representação no Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) por irregularidades como o pagamento de diárias para a Operação Pernambuco Seguro.
A categoria rejeitou o texto do governo pela existência de falhas técnicas na proposta e não atendimento às demandas da categoria. “Tivemos nossa assembleia geral extraordinária para analisar a proposta do governo. Decidimos, assim como já foi feito na mesa de negociação, rejeitar com ampla maioria a proposta. Há uma deficiência técnica na proposta. Somos 858 delegados, e não 871, como foi apresentado na proposta. Há no Estado também um tratamento diferenciado dado à Polícia Militar, quando há extinção das faixas salariais, beneficiando mais de 1 mil oficiais, e aqui não pudemos ter a progressão dos delegados substitutos. Lá também houve diminuição do tempo de promoção, mas aqui também não foi equiparada a situação”, destacou o presidente da Adeppe, delegado Diogo Melo Victor.
A categoria também definiu a adoção de novas medidas contra o governo, como o ingresso de uma ação junto ao TCE-PE contra a Operação Pernambuco Seguro e o início de uma campanha publicitária negativa à gestão estadual.
“Vamos ingressar com uma ação contra a operação Pernambuco seguro, que não deve ser paga em diária, como está sendo paga. Transformou em campanha de ordem pública de caráter extraordinário como algo rotineiro, ordinário. Vamos representar ao TCE e ingressar com ação para que seja paga de maneira correta, para que os delegados ganhem também esse direito. Outras mobilizações, como convocação para operações formalizadas por CI e campanha publicitária negativa contra o governo do Estado também serão adotadas”, reforça Diogo Melo Victor.
Os delegados, em seguintes mesas de negociação, já haviam rejeitado a proposta apresentada pelo Estado, que só cobre a variação inflacionária prevista para o período. Diante do impasse, a categoria já tem trabalhado com redução de 50% das metas em todo e não adesão às prioridades do programa Juntos Pela Segurança.

























