
Deputado estadual Romero Albuquerque – Foto: Wesley D’Almeida
Má gestão, endividamento sem transparência, desperdício de recursos públicos, inércia. Foram alguns dos problemas que o deputado Romero Albuquerque apontou em duras críticas feitas ao Governo de Pernambuco nesta terça-feira, 05, durante discurso na Assembleia Legislativa de Pernambuco. O deputado classificou a gestão Raquel Lyra como um “peso morto que a população não aguenta mais carregar”.
Com pedidos de empréstimos feitos pela gestão estadual no centro do debate, o parlamentar alertou para o avanço do endividamento do Estado, a baixa execução dos empréstimos já aprovados e uso abusivo de recursos públicos em propaganda e ações sem retorno direto para a população.
“O governo quer torrar milhões em publicidade enquanto falta o básico nas escolas, nos hospitais e nas estradas. Pernambuco está andando de ré, com indústria retraindo, obras paradas, desemprego e violência crescente em todas as regiões”, afirmou.
Segundo Romero, dos mais de R$9 bilhões em empréstimos aprovados pela Alepe desde 2023, apenas R$2,2 bilhões foram executados, enquanto a população segue sofrendo com falta de água, estradas esburacadas e unidades de saúde superlotadas.
O deputado expôs dados contra o governo, como a aquisição do Colégio Americano Batista por R$80 milhões, sem planejamento e sem dar uso definido ao próprio, a aquisição de tapetes para o Palácio do Governo por R$240 mil, a tentativa de firmar um contrato de publicidade por R$1,2 bilhão.
“Enquanto o povo implora por moradia e dignidade, o governo compra prédio para deixar vazio. Faltando vaga em hospital, faltando leito para gente doente, o governo prioriza comprar tapete de luxo. Que prioridade é essa? Isso não é gestão, é desrespeito”, disparou.
Romero também comparou a estagnação do Estado com o desenvolvimento da capital, Recife. “Enquanto o Recife criou mais de 100 mil empregos nesta gestão, o interior vê as oportunidades sumirem. A capital prova que é possível crescer com foco e responsabilidade. Isso é gestão, e sobra até para o Governo colher os frutos, já que 60% dos empregos do Estado são da capital”, concluiu.
Apesar de sinalizar voto favorável aos pedidos de empréstimo, Romero foi enfático: “Endividar pode ser necessário, mas do jeito que está sendo feito hoje, o que estão nos pedindo é dar um cheque branco para o caos”.
O deputado reforçou que Pernambuco precisa de menos discurso e mais entrega, e disparou que “governo que não executa vira peso morto. E o povo não aguenta mais carregar esse fardo”, finalizou.






















