
O deputado estadual Pastor Cleiton Collins (PP) utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) na segunda-feira (19) para criticar a realização de uma audiência pública que discutirá o trabalho das profissionais do sexo no estado. A iniciativa foi aprovada pela Comissão de Cidadania da Casa, por meio de requerimento que propõe o debate sobre o tema.
Embora não integre a comissão que aprovou o requerimento, Collins levou sua insatisfação ao plenário, onde questionou o mérito e a prioridade da pauta. Em seu discurso, o parlamentar afirmou que a Alepe deveria se concentrar em discutir soluções para o desemprego, o combate às drogas, a melhoria dos hospitais e a geração de oportunidades para a população pernambucana.
“Temos que trazer temas para cá para saber como é que vamos mudar a vida da pessoa que tá sem emprego“, disse. Segundo ele, “é uma audiência pública para discutir a legalização do emprego de prostitutas“.
O deputado também dirigiu críticas à proposta de reconhecimento do trabalho sexual como ocupação formal, com registro em carteira, algo que não está diretamente vinculado ao requerimento da audiência, mas que frequentemente surge em discussões sobre o tema em nível nacional. Para ele, esse tipo de debate contribui para a “humilhação” das mulheres que exercem a atividade, em vez de promover alternativas dignas de sobrevivência.
“Ela vai vender o seu corpo buscando uma forma de pôr o alimento na sua casa. […] É um estado de humilhação. […] Que bandeira troncha, que bandeira tão humilhante”, disse.
Collins também fez um apelo às parlamentares mulheres da Casa para que se posicionem contra a realização da audiência, alegando que o debate não contribui para resgatar a dignidade feminina, mas, ao contrário, reforçaria a vulnerabilidade de mulheres em situação de exclusão social.

























