O deputado estadual Diogo Moraes (PSB) criticou a política de segurança pública do Governo de Pernambuco após a divulgação do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, que aponta o estado como o terceiro mais violento do Brasil em números absolutos de homicídios registrados em 2025.
De acordo com o levantamento, Pernambuco contabilizou 2.970 homicídios no ano passado, ficando atrás apenas da Bahia e do Ceará. A taxa de 33 mortes violentas por grupo de 100 mil habitantes permanece acima da média nacional, de 19,1. O estudo também indica que o crescimento dos casos de feminicídio no estado foi de 12,5%, percentual superior ao registrado nacionalmente, de 4%.
O anuário ainda destaca Pernambuco entre os estados com os maiores índices de roubo de veículos. Enquanto o país registrou queda superior a 20% nesse tipo de crime, o estado apresentou aumento de 0,8%, alcançando a segunda maior taxa nacional, com 299,3 ocorrências por 100 mil habitantes. O levantamento também aponta Olinda entre os municípios brasileiros com maior incidência de furtos e roubos de celulares.
Outro dado citado pelo parlamentar é o crescimento da letalidade policial. Segundo o anuário, as mortes decorrentes de intervenção policial aumentaram 32,1% entre 2024 e 2025, passando de 78 para 103 casos, o maior crescimento registrado no Nordeste.
Ao comentar os números, Diogo Moraes afirmou que a gestão da governadora Raquel Lyra (PSD) não conseguiu estruturar uma política eficiente para a área.
“Em um governo sem marca e sem rumo, a crise assume as mais variadas faces. Penando com tetos caindo na saúde, correndo para maquiar o que pode, sem atrair investimentos e batendo recorde de gastos com shows e cachês, o governo Raquel Lyra também não disse a que veio na segurança pública – considerada a maior preocupação da população”, afirmou.
O deputado também mencionou o trecho do anuário que aponta o Porto de Suape como um ponto estratégico para o tráfico internacional de cocaína, em meio à disputa entre organizações criminosas como o PCC e o Comando Vermelho.
“Essa presença do crime organizado não apenas impulsiona a mortalidade, mas também é uma ameaça direta à economia local, pois eleva custos, afasta investimentos e compromete a competitividade do complexo. E a gente não consegue ver qualquer ação minimamente coordenada no sentido de combater esses grupos”, declarou.
Na avaliação do parlamentar, o governo estadual tem priorizado ações ostensivas em detrimento de uma política permanente de combate à criminalidade.
“A política de segurança de Raquel Lyra é apenas colocar policiais militares em bairros mais abastados e desfilar com viaturas pelas ruas e helicópteros no céu. É um espetáculo grotesco e que mostra toda falta de planejamento dessa gestão. Um governo sério e comprometido teria feito – como Eduardo Campos com o Pacto pela Vida – um programa estruturado, com monitoramento constante. A governadora demorou praticamente um ano para ir à primeira reunião de segurança pública. E sabe-se lá se ela foi para outras”, disse.


























