
Senador Humberto Costa (PT) – Foto: João Gonçalves -Prefeitura de Buenos Aires
ESCRITO POR WELLINGTON RIBEIRO – BLOG PONTO DE VISTA
Em meio às especulações sobre uma possível dobradinha ao Senado entre o senador Humberto Costa e o deputado federal Eduardo da Fonte, presidente estadual do Progressistas, o parlamentar petista afirmou que não tem qualquer veto ao nome do parlamentar.
Em entrevista ao Blog Ponto de Vista, Humberto destacou que mantém uma relação política positiva com Eduardo da Fonte e que não possui restrições a nenhum dos nomes que vêm sendo cogitados para a disputa. As declarações ocorreram neste domingo (8), durante sua passagem pelo município em Buenos Aires, onde foi recebido pelo prefeito Henrique Queiroz (PP).
“Veja, nós não temos nenhum tipo de veto a quem quer que seja. Eu tenho com o Eduardo uma relação que é excelente, já estivemos juntos em várias eleições. Não tenho nenhum problema com relação a ele. Como também não tenho com relação aos outros candidatos que estão cotados de um lado e de outro, nenhum”, afirmou.
Apesar disso, o senador reforçou que o objetivo do grupo político é construir uma chapa equilibrada para 2026, evitando a fragmentação de candidaturas ao Senado.
“Agora, o que a gente quer é construir uma chapa que nós tenhamos dois senadores, um governador e um vice, e não uma chapa onde a gente tenha três pessoas, ainda que seja de forma avulsa. Esse é um ponto que nós não vamos abrir mão”, ressaltou.
Humberto Costa também comentou o diálogo que vem ocorrendo em nível nacional entre o PT e o Progressistas, partido comandado pelo senador Ciro Nogueira. Nos bastidores, circula a informação de que Ciro teria se reunido recentemente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para discutir o cenário político.
O senador pernambucano, no entanto, afirmou não ter conhecimento detalhado sobre o conteúdo da conversa e evitou relacionar diretamente o encontro às articulações em Pernambuco.
“Veja, eu não tenho assim conhecimento de como foi especificamente essa conversa. Eu acho que há um interesse do governo federal, do presidente Lula, de que na eleição os partidos de centro que não puderem vir conosco, que eles fiquem independentes. Acho que isso foi um dos pontos que foi tratado, mas não sei se especificamente o debate sobre os estados foi objeto dessa conversa”, disse.
As declarações ocorrem em meio às movimentações políticas para as eleições de 2026, quando Pernambuco terá duas vagas em disputa para o Senado e diferentes forças políticas iniciam as articulações para a formação das chapas majoritárias.

























