
ESCRITO POR WELLINGTON RIBEIRO – BLOG PONTO DE VISTA
O deputado federal Túlio Gadelha confirmou, em publicação feita nesta quinta-feira (02/04) em seu perfil no Instagram, que irá disputar uma vaga no Senado. Prestes a se filiar ao PSD, sigla da governadora Raquel Lyra, Túlio afirmou que decidiu “trilhar novos caminhos e aceitamos o convite para disputar uma vaga ao Sendo”.
A declaração reforça, na prática, que Raquel já definiu seu pré-candidato ao Senado, ao escalar Túlio para compor sua chapa. O movimento, no entanto, contrasta com a situação do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, que também mantém a disposição de disputar o Senado, mas ainda sem qualquer confirmação pública de convite por parte da governadora.
O que chama atenção nos bastidores é a diferença de tratamento. Para Túlio, não houve cerimônia: bastou a filiação ao PSD para que o caminho ao Senado fosse sinalizado com clareza. Já Miguel, mesmo com maior densidade política, reunindo apoios, estrutura partidária e liderança regional, segue em compasso de espera.
A metáfora é inevitável: enquanto Túlio embarcou no avião e já ocupa a poltrona da janela, Miguel ainda aguarda no balcão, sem saber se terá a passagem confirmada.
Apesar de já acompanhar Raquel Lyra em agendas, se posicionar como pré-candidato e discursar como tal, Miguel ainda não recebeu, ao menos publicamente, o gesto político que faltou: o convite oficial.
Diante desse cenário, permanecem as perguntas que precisam ser respondidas: Raquel já convidou Miguel Coelho? Raquel quer Miguel como seu pré-candidato ao Senado? E, sobretudo, por que o tratamento é diferente com Túlio em detrimento de Miguel Coelho?

























