
O vereador Rodrigo Correia (PP) utilizou suas redes sociais nesta sexta-feira para fazer uma denúncia grave que expõe as vísceras do marketing político em Quipapá. A Cozinha Comunitária Antônio Rodrigues de Melo, inaugurada com pompa e circunstância na tarde de ontem pela governadora Raquel Lyra e pelo prefeito Pité, já se encontra de portas fechadas e sem servir uma única refeição à população.
O parlamentar esteve pessoalmente no prédio, localizado no distrito de Pau Ferro, e registrou em vídeo o que chamou de “cozinha fantasma”. O cenário encontrado por Rodrigo Correia é o oposto do que foi propagandeado pelo Governo do Estado e pela Prefeitura: onde ontem havia flashes e discursos sobre o combate à fome, hoje restaram apenas grades trancadas, cadeados e o silêncio do abandono.
Em sua fala, o vereador não poupou críticas ao que classificou como uma “inauguração de fachada”. Segundo ele, a cerimônia serviu apenas como cenário para fotos e vídeos de propaganda política, sem qualquer compromisso real com a continuidade do serviço essencial.
“Mais uma farsa. A cozinha já se encontra fechada. Hoje ninguém se alimentou, acredito que também não vai se alimentar, eu acho que nem tão cedo, porque não tem mais nada. O que foi feito ontem foi um verdadeiro teatro para enganar tanto o povo quipapaense quanto o povo pernambucano”, afirmou Rodrigo Correia durante a fiscalização.
Ao mostrar o interior do prédio através das grades, o vereador exibiu o salão vazio e a ausência total de funcionários ou preparo de alimentos, evidenciando que a estrutura não foi preparada para operar de fato após a saída das autoridades. “Ontem era a festa, hoje está desse jeito. É assim que nós iremos continuar, fiscalizando de perto. Nosso compromisso é com o povo, nosso mandato é na rua“, reforçou o parlamentar.
O episódio em Quipapá levanta um alerta sobre a marca das atuais gestões estadual e municipal: o investimento pesado em marketing governamental em detrimento da competência administrativa. A pressa em inaugurar um equipamento de segurança alimentar sem a garantia de funcionamento imediato e contínuo revela uma prioridade clara pelo palanque, enquanto a população mais carente de Pau Ferro segue sem o prato de comida prometido.

























