
Vereador Gilson Machado Filho (PL)
Em meio a um momento delicado para sua família, com o ex-ministro do Turismo Gilson Machado enfrentando dificuldades pessoais e políticas, Gilson Machado Filho manifestou publicamente insatisfação com declarações recentes do presidente estadual do PL em Pernambuco, Anderson Ferreira, que o chamou de “corvo negro”, associando o comportamento político do ex-ministro ao de uma ave que tenta prejudicar a “águia”, símbolo da força e liderança.
Segundo Gilson Filho, as falas de Ferreira foram recebidas com surpresa e tristeza. Ele destacou que sua família tem sido alvo de uma “perseguição política”, contexto que, segundo ele, é compartilhado por outros nomes da direita nacional, como os deputados Nikolas Ferreira e Eduardo Bolsonaro, além do próprio ex-presidente Jair Bolsonaro. Diante disso, reforçou que esperava uma postura mais solidária por parte da direção estadual do partido.
“Desde a prisão de meu pai, o presidente Anderson Ferreira não nos procurou em nenhum momento para prestar solidariedade. E, agora, somos surpreendidos por palavras que apenas alimentam o conflito interno”, afirmou.
Gilson Filho também relembrou declarações públicas do ex-presidente Jair Bolsonaro, que teria reconhecido Gilson Machado como o principal nome do bolsonarismo em Pernambuco. Para ele, essa confiança representa uma responsabilidade a ser honrada, mas não exclui o espaço democrático dentro da legenda.
“O PL tem duas vagas para o Senado, e não há problema algum em haver mais de um nome disputando esse espaço. O que devemos fazer é trabalhar juntos para que a direita se fortaleça, em vez de nos atacarmos internamente”, pontuou.
Em tom conciliador, Gilson Filho defendeu a busca por unidade e afirmou que seu pai tem se dedicado à construção da paz dentro do partido, como demonstrado em diversas entrevistas. Para ele, a prioridade deve ser um projeto político que beneficie Pernambuco e fortaleça a direita no estado.
“Minha resposta é simples: queremos paz, unidade e um projeto que beneficie Pernambuco e a direita em nosso estado. As diferenças internas não podem superar o que realmente importa, que é a defesa dos princípios que nos unem”, completou.
A fala de Gilson Machado Filho ocorre em um momento em que o PL pernambucano se movimenta de forma intensa visando as eleições de 2026, e o posicionamento público reforça os desafios de coesão interna enfrentados por partidos com múltiplas lideranças de expressão.
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