
A Prefeitura do Jaboatão dos Guararapes inaugurou, nesta quarta-feira (8), a Casa Laços que Acolhem, primeiro espaço do tipo em Pernambuco voltado ao acolhimento, orientação e apoio especializado a familiares e cuidadores de pessoas com deficiência, Transtorno do Espectro Autista (TEA), síndromes, doenças raras e outras condições que exigem cuidados permanentes.
Localizada na Rua Arão Lins de Andrade, nº 866, no antigo prédio da Defensoria Pública, em Prazeres, a unidade será administrada pela Secretaria de Assistência Social e Cidadania, por meio da Secretaria Executiva da Mulher, Família e Pessoa com Deficiência. O equipamento integra o Programa de Políticas Públicas Sociais (PPS) e tem como objetivo fortalecer a rede de proteção às famílias.
A Casa Laços que Acolhem oferecerá escuta qualificada, orientação especializada, apoio psicossocial, acompanhamento individual e atividades coletivas voltadas ao fortalecimento dos vínculos familiares, ao estímulo do autocuidado e à troca de experiências entre cuidadores.
Durante a inauguração, o prefeito Mano Medeiros destacou que o espaço é resultado de uma construção coletiva e reforçou a importância de políticas públicas voltadas também para quem exerce o papel de cuidador. “Essa casa é fruto de uma construção coletiva. Todos nós precisamos fazer o exercício diário de nos colocar no lugar dessas mães e dessas famílias para compreender os desafios que enfrentam. Não estamos transferindo responsabilidades, mas dividindo esse compromisso. Queremos que este espaço seja permanente, porque governos passam, mas as políticas públicas construídas com a participação da população permanecem”, afirmou.
O prefeito também relembrou o encontro com uma mãe atípica durante uma ação da administração municipal, experiência que, segundo ele, contribuiu para ampliar a compreensão sobre as dificuldades enfrentadas por essas famílias e motivou a criação do equipamento.
O atendimento será realizado por uma equipe interdisciplinar, responsável por identificar as necessidades de cada família e promover os encaminhamentos necessários para a rede municipal de serviços, incluindo assistência social, saúde, educação e outras políticas públicas.
Segundo a gestão municipal, a iniciativa busca reconhecer familiares e cuidadores como públicos que também necessitam de acolhimento e proteção social, oferecendo suporte para reduzir os impactos do cuidado contínuo e contribuir para uma melhor qualidade de vida.
Para Helena Filinkoski, mãe de Nicolas, jovem com síndrome de Down, a inauguração representa uma conquista construída coletivamente. “Hoje temos um trabalho fortalecido por uma equipe multidisciplinar e pela legalização desse sonho. Mas entendemos que não basta cuidar apenas dos nossos filhos. É fundamental cuidar também das mães, dos pais e dos cuidadores, porque somente uma família acolhida consegue oferecer um cuidado ainda melhor aos seus filhos”, ressaltou.























