João Campos classificou os episódios como “inadmissíveis” e apontou falhas no planejamento e na inteligência das forças estaduais de segurança.
“Se tivesse dado certo [o planejamento de segurança do Estado], não teria acontecido tudo isso que aconteceu”, declarou o gestor municipal. Ele lembrou que o confronto ocorreu após cinco anos sem um Clássico das Multidões com torcida mista, o que já indicava a necessidade de um reforço na operação de segurança.
Campos esclareceu que a Prefeitura do Recife participa do planejamento de grandes eventos por meio da Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) e do Controle Urbano, mas destacou que a responsabilidade sobre a segurança pública cabe ao governo estadual. “A atuação da prefeitura se dá no entorno do estádio, garantindo a mobilidade e a fiscalização urbana. O problema ocorreu fora desse perímetro, deixando evidente uma falha de segurança pública e de inteligência estratégica”, reforçou.
O prefeito ainda rejeitou a ideia de que o armamento da Guarda Municipal poderia ter atuado para evitar os confrontos. “A Guarda Municipal tem atribuições patrimoniais. O que está em questão aqui é a segurança pública como um todo”, afirmou.
As cenas de violência foram amplamente registradas pela imprensa e já haviam sido alertadas por informações divulgadas no dia anterior ao confronto.
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