As estratégias do Recife no enfrentamento aos efeitos das mudanças climáticas colocaram a capital pernambucana em posição de destaque na COP30, realizada em Belém. Durante o painel “Financiamento Climático para Cidades Resilientes”, nesta terça-feira (11), o prefeito João Campos apresentou os avanços do Programa de Requalificação e Resiliência Urbana em Áreas de Vulnerabilidade Socioambiental (ProMorar) — a maior operação do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) com um município em todo o mundo, com investimento de R$ 2 bilhões.
Ao lado do presidente do BID, Ilan Goldfajn, João Campos ressaltou a parceria como um marco na execução de soluções estruturantes e sustentáveis para o Recife. O prefeito enfatizou a importância do financiamento climático para que os governos locais possam adotar medidas concretas de mitigação e adaptação.
“A gente está aqui para contar uma nova história, fruto de uma parceria da cidade do Recife com o BID. Transformamos o grande desafio que foram as chuvas de maio de 2022 em capacidade de mudar a vida de quem está em vulnerabilidade. No meio do desastre, buscamos os melhores quadros do Brasil e de fora, e hoje estamos transformando espaços de insegurança e medo em lugares de oportunidade”, destacou o prefeito.
João Campos lembrou que o Recife tem um terço da população vivendo em áreas de morro e é considerada a cidade brasileira mais vulnerável ao aumento do nível do mar, o que reforça a necessidade de ações estruturais e planejadas.
“Fomos em busca do departamento holandês que trabalha com mitigação das mudanças climáticas e criamos, junto com a Colômbia, um modelo de participação social, e com a Holanda, um modelo de validação técnica das soluções de macrodrenagem. Conseguimos fazer um grande modelo de participação”, afirmou o gestor, citando a implantação do primeiro COMVIDA, na Vila do Papel, e do primeiro Arrecifes da Cidadania, na Comunidade do Bem.
Entre as principais obras em andamento, João Campos destacou os R$ 500 milhões investidos pela Prefeitura do Recife na macrodrenagem da Bacia do Tejipió, voltados à resiliência urbana e à redução de alagamentos históricos. As ações incluem dragagem do rio, construção do Parque Alagável Campo do Sena e reservatórios subterrâneos na Imbiribeira, além de intervenções de urbanização integrada em comunidades vulneráveis.























