
A pré-candidata a deputada estadual Lara Cavalcanti (PL) afirmou que decidiu ingressar na política após vivenciar as dificuldades enfrentadas por famílias que dependem da rede pública de saúde. Em entrevista ao programa Debate no Ponto, a jornalista e ex-candidata à Prefeitura de Petrolina relatou que a experiência com a filha Joana, que nasceu com uma doença rara e morreu aos quatro anos, foi determinante para sua decisão.
Segundo Lara, a busca por diagnóstico e tratamento revelou falhas na assistência oferecida pelo poder público, o que despertou seu interesse pela atuação política.
“A política entrou como missão na minha vida. Eu não tenho pai político, não tenho avô político. (…) Foi através de entrar nesse universo das doenças raras que eu percebi como o poder público falha e falha muito.”
A pré-candidata contou que, durante o tratamento da filha, precisou buscar atendimento em diferentes estados e passou a questionar por que muitas famílias não conseguiam acessar os mesmos serviços.
“A gente saiu de Petrolina sem diagnóstico, veio para o Recife, continuou sem diagnóstico e foi parar em São Paulo. Mas tudo porque a gente tinha condição. E eu disse: ‘E quem não tem? Como é que é?’”
Jornalista, Lara afirmou que já atuava em pautas voltadas à saúde antes de ingressar na política e que decidiu ampliar sua atuação pública.
“Eu entendi que meu estúdio de rádio estava muito pequeno, que eu poderia ajudar muito mais gente com a minha voz.”
Ao comentar sua pré-candidatura, ela disse que pretende priorizar políticas públicas voltadas para a saúde e para o interior do Estado.
“Eu poderia não estar na política por escolha, mas entendi que é uma missão de vida. Eu acho que vou ajudar muito as pessoas, principalmente as que necessitam de política pública e de saúde.”
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