Pré-candidato ao Senado em Pernambuco e presidente estadual do União Brasil, Miguel Coelho negou qualquer clima de tensão ou troca de farpas com o deputado federal Eduardo da Fonte (PP), que também é pré-candidato ao Senado e preside a Federação União Progressista no estado. Em entrevista exclusiva do Blog Ponto de Vista, Miguel afirmou que o cenário atual é natural dentro do processo político e reforçou que decisões sobre 2026 serão tomadas com diálogo e respeito entre as siglas.
Segundo Miguel, não houve ataques pessoais nem enfrentamento político. “Eu discordo desse tensionamento. Pelo menos na minha fala, não houve nenhum tipo de ataque ao presidente Eduardo da Fonte. O que existe é cada grupo defendendo o seu próprio projeto, o que é absolutamente natural no jogo político”, afirmou.
Ele destacou que tanto o Progressistas quanto o União Brasil já lançaram suas respectivas pré-candidaturas ao Senado e que esse movimento faz parte da dinâmica partidária. “O PP tem a pré-candidatura de Eduardo, assim como a União Brasil tem a nossa pré-candidatura. Isso não é nada além do processo político normal”, pontuou.
Decisão será coletiva e pode subir para a Nacional
Miguel explicou que o estatuto da federação é claro quanto à definição das candidaturas majoritárias e proporcionais em âmbito estadual. Segundo ele, não basta maioria no diretório estadual, já que as decisões precisam ser tomadas por unanimidade.
“O estatuto da Federação é muito claro. No que tange a respeito as candidaturas majoritárias e proporcionais estaduais, não adianta ser 5 a 2, 6 a 1, o resultado que for. Tem que ser por unanimidade. Então, nem o PP consegue nada sozinho, nem o União conseguirá nada sozinho, então a gente precisa dialogar e convergir num projeto que seja de comum acordo dos dois partidos, e por lógica, da própria federação União Progressista. Se a gente não conseguir chegar nesse consenso, aí a decisão sobe para a nacional, que é, pelo estatuto também, a cláusula condicionante para que a nacional possa decidir para que a gente possa fazer o registro da chapa” explicou.
Ele ressaltou que o objetivo central da federação é fortalecer as bancadas estadual e federal. “Em 2022, a União Brasil elegeu três deputados federais e cinco estaduais. Queremos, no mínimo, preservar as cadeiras na Câmara e ampliar a bancada na Assembleia, chegando próximo de sete deputados em 2026”, disse.
Relação com Eduardo da Fonte e estratégia para 2026
Miguel afirmou que mantém diálogo constante com Eduardo da Fonte e descartou qualquer possibilidade de racha interno. “A gente sempre conversa. Dudu tem mais experiência, mais mandatos, eu sou mais novo, mas sempre que nos encontramos tratamos dessas estratégias de forma muito tranquila”, afirmou.
Para ele, apostar em briga interna não contribui para o fortalecimento da federação. “Quem aposta nisso (racha) não pensa no bem da federação, nem pensa no bem de Dudu, nem de nós aqui do União Brasil. Não acredito em racha, não acredito em briga. Eu acho que esse tensionamento é natural do processo, que todo mundo quer viabilizar o seu próprio projeto”, disse.
Miguel também reconheceu que hoje há projetos distintos dentro da federação. “Dudu é com Raquel Lyra e Miguel é com João Campos. No momento certo caberá a gente ter a capacidade que quero sim trazer Dudu para apoiar que hoje o União Brasil já lidera e já está aqui desde 2023.”, afirmou.
Foco no Senado e nas pautas de Pernambuco
O pré-candidato reforçou que seu foco não está em disputas internas, mas em apresentar propostas para Pernambuco. Entre as prioridades citadas estão recursos para novos hospitais, mutirões de cirurgias, acesso à água, fortalecimento das forças de segurança e modernização do metrô da Região Metropolitana do Recife.
“Meu interesse é falar com o povo de Pernambuco, apresentar ações concretas e mostrar como um senador presente pode ajudar o estado a avançar”, destacou.
João Campos e o cenário para o Governo do Estado
Questionado sobre a pré-candidatura do prefeito do Recife, João Campos, ao Governo de Pernambuco, Miguel avaliou que existe um sentimento crescente em todo o estado. “Não é apenas um apelo do Recife ou da Região Metropolitana. Esse sentimento tem densidade na Mata, no Agreste e também no Sertão”, afirmou.
Segundo ele, a decisão deve amadurecer após o início de 2026. “Depois da virada do ano, passado o Carnaval, que é muito importante para Pernambuco, acredito que João fará essa reflexão. Existe uma convocação cada vez mais latente para que ele possa não apenas servir ao Recife, mas servir a todo o estado”, concluiu.


























