
O pré-candidato ao Senado Miguel Coelho afirmou, nesta quarta-feira (8), que a definição do nome da Federação União Progressista para disputar uma vaga ao Senado na chapa da governadora Raquel Lyra dependerá exclusivamente da decisão da chefe do Executivo estadual.
A declaração foi dada durante a abertura da 26ª edição da Fenearte 2026, em meio ao impasse interno da federação entre Miguel Coelho e o deputado federal Eduardo da Fonte, que também pleiteia a indicação para a disputa ao Senado.
Na última segunda-feira, a cúpula da Federação União Progressista recebeu Raquel Lyra, em Brasília. Na ocasião, o presidente nacional do União Brasil, Antonio de Rueda, manifestou apoio ao nome de Miguel Coelho. Já o presidente do Progressistas, Ciro Nogueira, declarou preferência por Eduardo da Fonte.
Segundo Miguel Coelho, a reunião representou mais uma etapa do processo de definição da chapa majoritária e reforçou que tanto ele quanto Eduardo da Fonte possuem credenciais para disputar a indicação.
“Raquel sempre disse que ia deixar virar essa questão da pauta administrativa, para poder focar na questão eleitoral. Nós sempre colocamos que a federação tem grandes quadros e isso, ninguém tem poder de veto, nem o PP com União, nem a União com o PP, e o que tem são duas postulações legítimas e enfim, cabe a governadora que é a liderança natural desse processo fazer a escolha que ela sente mais confiança, que tem mais lealdade, compromisso com seu projeto.”
O pré-candidato também destacou que a escolha deverá considerar aspectos administrativos, políticos e eleitorais, visando fortalecer a chapa para a disputa de 2026.
Miguel Coelho afirmou ainda que a decisão não será imposta pela federação e que respeitará a definição da governadora.
“Enquanto ela não anunciar, com certeza, até porque os dois nomes têm credenciais para isso. Agora de novo, não é a federação que vai impor os dois nomes. Isso a gente se coloca à disposição, cabe à governadora fazer a sua escolha e vamos respeitar a escolha dela.”
Durante a entrevista, Miguel também descartou a possibilidade de disputar a vice-governadoria, afirmando que seu projeto político está voltado exclusivamente para o Senado e elogiando a atuação da vice-governadora Priscila Krause.
“Meu projeto é o projeto ao Senado, com muito respeito, o cargo de vice é muito importante, é um cargo nobre, que tem uma importância fundamental. Agora essa posição já está ocupada e a Priscila desempenha um papel fundamental nisso (…) Acho que cada um tem a sua história, precisa ser respeitado e a gente está aqui para complementar, reforçar e ajudar a Raquel a ganhar a eleição.”
O impasse na Federação União Progressista deverá ser resolvido até o período das convenções partidárias, quando Raquel Lyra deverá anunciar a composição completa de sua chapa majoritária para as eleições de 2026.























