O ministro da Pesca e Aquicultura, Édipo Araújo, recebeu parcelas do auxílio emergencial durante a pandemia da covid-19 ao mesmo tempo em que mantinha vínculo com o Ministério da Agricultura e recebia bolsa de doutorado financiada pelo Ministério da Educação (MEC). As informações foram publicadas pelo jornal Metrópoles.
Criado em 2020, o auxílio emergencial foi destinado a trabalhadores informais, desempregados, microempreendedores individuais e pequenos empresários afetados pela crise econômica provocada pela pandemia.
Dados do Portal da Transparência mostram que Édipo Araújo solicitou e recebeu cinco parcelas de R$ 600 entre abril e setembro de 2020, totalizando R$ 3 mil. Os valores foram devolvidos posteriormente.
Durante parte do período em que recebeu o benefício, o atual ministro realizava doutorado entre a Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, e a Universidade Federal do Pará (UFPA), com bolsa custeada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), vinculada ao MEC.
Em outro período, Édipo também ocupou função comissionada no Ministério da Agricultura. Contratado inicialmente para um cargo técnico durante o governo Jair Bolsonaro, ele acabou sendo promovido posteriormente ao comando do Ministério da Pesca no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Édipo Araújo assumiu o ministério este ano, sucedendo André de Paula (PSD). A pasta é controlada politicamente pelo PSD, partido comandado nacionalmente por Gilberto Kassab. Durante o governo Bolsonaro, o atual ministro também atuou ao lado do então secretário da Pesca, Jorge Seif.
Por meio de sua assessoria, Édipo Araújo afirmou que tinha direito ao auxílio emergencial com base na Lei nº 13.982/2020, alegando que, à época, estava desempregado e sem vínculo empregatício formal.
“Estava desempregado sem absolutamente qualquer vínculo empregatício — carteira assinada, pessoa jurídica ou afins”, informou a defesa do ministro.


























