
Integrante da bancada evangélica, o Deputado Joel da Harpa foi à tribuna da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) para defender o intervalo bíblico nas escolas públicas do estado. O parlamentar destaca a importância da liberdade religiosa, o estado laico e o ensino religioso, o qual é garantido por lei.
Ele explica que o intervalo bíblico acontece no recreio, intervalo das aulas, quando tem aquele período para os alunos descansar fazer um lanche. “Alguns vão brincar, outros vão fazer grupos de dança, cada um tem uma postura, cada um tem o seu grupo e tem comportamentos diferentes. Alguns grupos evangélicos de adolescentes, de forma individual e de forma voluntária, se reúnem para fazer uma leitura bíblica, cantar alguns louvores. E acaba que alguns outros alunos que não são evangélicos também participam desses cultos”.
O parlamentar destaca que o estado vive um momento difícil. “Eu tenho sido procurado, por vários gestores de escola sobre a pauta da segurança pública, As nossas escolas estão cada vez mais com violência e drogas. O crime organizado aliciando os adolescentes em porta de escola. Muitos desses adolescentes acabam se envolvendo com a maconha, se envolvendo até com craque e no período do intervalo das aulas acaba usando essas drogas. Agora, ler a bíblia não pode?”
O deputado fala que existe a previsão de uma audiência pública do Ministério Público de Pernambuco para discutir essa questão do intervalo bíblico. “Eu gostaria que a Alepe também tivesse um posicionamento, enquanto Poder Legislativo para garantir o direito do estado laico, liberdade religiosa. Garantir o direito de cada um, seja evangélico, seja católico, espírita ou religião afro, para que cada um possa no período do recreio praticar a sua fé’.
Joel pede para que os intervalos bíblicos sejam mantidos. “Assim, esse jovens possam continuar fazendo esse trabalho religioso, de forma voluntária e fazendo até o que a diretora da escola não consegue fazer o que a polícia não consegue fazer. Ajudando uns aos outros, inclusive tirando das drogas, da prostituição por conta do trabalho dos intervalos bíblicos que acontecem”.

























