A Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) promove, nesta sexta-feira (14), uma edição especial do projeto Café com Poesia, alusiva ao Mês da Consciência Negra. O evento cultural, gratuito e aberto ao público, acontece às 9h, no auditório Senador Sérgio Guerra, sede da Alepe, no bairro da Boa Vista, reunindo poetas, escritores, artistas e estudantes da rede pública.
Com o tema “Resistência Negra”, a iniciativa da biblioteca da Casa celebra a valorização da cultura afro-brasileira por meio da arte, da literatura e da música. A programação contará com apresentações de poesia, cordel, teatro, dança e música, destacando a pluralidade e a força da expressão negra na construção da identidade nacional.
Entre as atrações, está o Coletivo A Margem, conhecido por mesclar artes cênicas e cultura hip-hop. O grupo apresentará o espetáculo Fragmentos de Xirê, que aborda temas como racismo, ancestralidade e os sonhos de jovens das periferias.
Alunos de escolas públicas do Recife e de municípios do interior também participarão da programação, com recitais de poesia, apresentações de dança, paródias e pequenas encenações teatrais. O evento contará ainda com a participação dos artistas com deficiência visual Juvi Barbosa Passos e Maria Aparecida Ferreira Nascimento, que se apresentarão com performances de teclado, voz e poesia. O Coral Vozes de Pernambuco, formado por servidores da Alepe, completa a programação musical.
Criado em 2006, o Café com Poesia se consolidou como um dos principais projetos culturais da Alepe. A iniciativa já realizou edições itinerantes em locais como a Colônia Penal Feminina do Recife e a Bienal Internacional do Livro de Pernambuco. O projeto também deu origem a uma antologia literária que reúne 123 crônicas e poemas de autores veteranos e iniciantes.
Idealizadora do Café com Poesia, a gerente da biblioteca da Alepe, Sirlênia Alves, destacou a importância de promover um diálogo constante entre literatura e temas sociais.
“O Café com Poesia é um projeto consolidado. Há 19 anos, promovemos literatura e cultura, buscando sempre dialogar com questões sociais relevantes. Nesta edição, dedicada à resistência negra, reforçamos o papel da poesia como voz, memória e instrumento de transformação”, ressaltou.























