
244.040 mil pessoas foram às urnas em Olinda no último domingo, 6 de outubro, para votar nas eleições municipais de 2024. Destes, 36.524 optaram por não escolher ninguém. 14,97% do eleitorado não quis nenhum dos candidatos à prefeitura da cidade. Em tempos de ‘escolha’, esse é um dado alarmante. Dos seis candidatos na Marins dos Caetés, dois ganharam a preferência da maioria do eleitorado: Vinicius Castello (PT) e Mirella Almeida (PSD).
Castello recebeu 38,75% dos votos válidos (80.422), enquanto Almeida faturou 30,02% (62.289). Já no dia seguinte a eleição, os demais candidatos se movimentaram e declararam seu ‘lado’ no segundo turno. Menos uma – e talvez a mais importante para este cenário: Izabel Urquiza (PL). A candidata do partido do ex-presidente Jair Bolsonaro ocupou a terceira posição na disputa, tendo recebido 51.526 mil votos (24,83%), mas até o momento não se pronunciou. Silêncio total e absoluto.
Izabel pode mudar o rumo do segundo turno com apenas uma declaração, e faltando duas semanas para disputa, o apoio dela seria essencial. Mas qual seria a decisão da bolsonarista?
Sem uma manifestação clara, os eleitores de Izabel estão frustrados com a falta de posicionamento sobre ‘qual rumo tomar’ na hora de votar em 27 de outubro.
Para alguns, a maior parte os votos dela migraria naturalmente para Mirella, tendo em vista a polarização que se criou entre PT X PL pelo Brasil. Mas sua campanha teve um caráter oposicionista à atual gestão da cidade, e Mirella representa a continuidade do governo Lupércio em Olinda.
Será que Izabel poderia surpreender e se aliar ao petista, ou vai lavar as mãos? O silêncio é uma resposta que beneficia um deles? Aguardemos as próximas horas.

























