
Ao meu pai,
A saudade é a vida vivida, é o amor que se tem por alguém, é a lembrança que mexe com o coração, é o sentimento que transborda em lágrimas. É o momento que se viveu e que não se apaga. Que se eterniza.
A dor da partida, a lágrima escorrida, a voz embargada, o nó na garganta, o aperto no peito quando se fala ou pensa sobre o senhor, são resultados de quem teve a sorte e felicidade de desfrutar da sua convivência.
Falar sobre você, meu pai, é encher o peito e falar do orgulho que sempre tive do senhor. É reconhecer o seu legado marcado por obstinação e dedicação. É lembrar sobre cada momento de amor, proteção e carinho. É recordar seus ensinamentos que muito me ajudaram a ser o que sou.
Sei, meu pai, que a agora o céu está em festa. Que o senhor está em um lugar bem melhor que esse. Que não só Deus está cuidando do senhor, mas que também o senhor está neste momento recebendo aquele abraço apertado de vovó Terezinha e escutando aquela sua risada inconfundível. Parece até que estou conseguindo ver este momento. Agora também o senhor está com vovô Miro, que sentado em uma poltrona logo deve ter colocado o jornal celestial de lado para lhe dar um beijo na testa convidando-lhe em seguida a se sentar no sofá onde também está tio Wilton, para assim colocar as conversas em dia.
Para mim, meu pai, só resta dizer um muito obrigado por tudo. Te amo!
Wellington Ribeiro Júnior

























