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Segurança Pública

PEC da Segurança ignora policiais e enterra paridade e integralidade

Áureo Cisneiros Simpol Polícia Civil de Pernambuco

Áureo Cisneiros – SIMPOL

A aprovação da chamada PEC da Segurança Pública reacende um debate fundamental sobre o futuro das políticas de segurança no Brasil e, principalmente, sobre o lugar ocupado pelos profissionais que sustentam diariamente esse sistema. Em meio à discussão de mudanças estruturais, policiais civis e suas entidades representativas buscaram contribuir com propostas que garantissem não apenas eficiência institucional, mas também justiça e valorização para a categoria.

É nesse contexto que o SINPOL-PE e a COBRAPOL se manifestam publicamente, diante de uma proposta que, ao ignorar reivindicações históricas dos policiais, levanta sérias preocupações sobre o rumo das reformas pretendidas para a segurança pública brasileira.

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O SINPOL-PE e a COBRAPOL recebem com profunda preocupação e indignação a aprovação da chamada PEC da Segurança Pública.
Durante a tramitação da proposta, representantes do movimento sindical estiveram reunidos com o relator, o deputado federal Mendonça Filho, para apresentar reivindicações fundamentais da categoria, entre elas a garantia da paridade e da integralidade nas aposentadorias dos policiais, além de medidas concretas de valorização profissional.

De forma clara, o relator afirmou que não incluiria na proposta nenhum dispositivo que considerasse “classista”, descartando qualquer iniciativa que garantisse esses direitos históricos e valorização profissional aos policiais.

Apesar da fala, as entidades procuraram os líderes de bancadas e demais deputados para mostrar a importância de salvaguardar direitos aos Policiais Civis.

Infelizmente a posição política do relator revelou uma visão equivocada sobre o próprio sistema de segurança e suas políticas públicas. Não existe política séria de combate ao crime sem valorização dos profissionais que arriscam a vida todos os dias para proteger a sociedade.

Falar em reformar a segurança pública enquanto se nega direitos, desvaloriza carreiras e ignora quem enfrenta as facções criminosas na linha de frente é transformar uma proposta que deveria ser estruturante em mais uma mudança burocrática, distante da realidade das ruas.

A segurança pública brasileira não será fortalecida com discursos ou reformas incompletas. Sem respeito às carreiras policiais, sem paridade e sem integralidade, qualquer mudança nasce frágil e sem legitimidade entre aqueles que sustentam o sistema.

O SINPOL-PE e a COBRAPOL seguirão firmes na defesa da valorização dos policiais e dos direitos da categoria.

Quem quer mudar a segurança pública de verdade precisa começar valorizando quem combate o crime.

Áureo Cisneiros
Presidente do SINPOL-PE

Wellington Ribeiro

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