Com foco na prevenção e na articulação entre instituições, a Prefeitura de Petrolina instalou, na sexta-feira (1º), o Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGI-M). A primeira reunião do colegiado foi conduzida pelo prefeito Simão Durando e reuniu representantes das polícias Civil e Militar, da Guarda Civil Municipal, do setor de trânsito e transporte, de secretarias municipais e de instituições parceiras.
O GGI-M funcionará como um fórum de deliberação estratégica vinculado à Secretaria Municipal de Segurança Pública, respeitando a autonomia dos órgãos envolvidos. O objetivo é desenvolver políticas públicas com base na cooperação intersetorial, adaptadas às realidades específicas de cada área da cidade — da zona urbana à zona rural — com ações planejadas para promover a proteção cidadã e o enfrentamento inteligente à violência. Durante o lançamento, o prefeito Simão Durando reforçou o compromisso da gestão com a segurança pública.
“Petrolina tem levado a segurança pública a sério. Investimos em tecnologia, valorizamos nossos agentes e ampliamos a estrutura da Guarda Civil. Hoje temos a mais bem paga do Nordeste, com mais viaturas, armamentos modernos e um sistema de monitoramento que protege nossa população. É um trabalho contínuo, com planejamento e compromisso com a vida das pessoas e acima de tudo, com vontade política e planejamento para fazer acontecer”, afirmou.
O evento também marcou o início da construção do Plano Municipal de Segurança Pública. “Esse é um passo estratégico para a cidade. Estamos nos estruturando com base em experiências que deram certo e que respeitam o contexto local, com soluções práticas e viáveis”, completou o prefeito.
O plano está sendo elaborado com a consultoria do professor e pesquisador José Luiz Ratton, criador do programa Pacto Pela Vida, referência nacional e internacional em políticas públicas de segurança. Na ocasião, Ratton apresentou as diretrizes do plano e trouxe exemplos práticos de como a nova política de segurança será implementada em Petrolina. “O mapeamento da cidade nos mostra que diferentes áreas exigem respostas diferentes. As necessidades da zona rural não são as mesmas da zona urbana. A segurança pública eficiente é aquela que entende essas especificidades e age com inteligência”, explicou.
Ele também destacou o uso de tecnologias como os centros de comando com câmeras de monitoramento espalhadas pela cidade e as câmeras corporais utilizadas pelos agentes de segurança. “Esses equipamentos não servem apenas para vigiar ou reagir. Eles têm um papel social, de proteção tanto para o agente quanto para o cidadão. Estamos construindo uma política baseada na prevenção, na educação e na participação ativa de toda a sociedade”, concluiu.


























