O União Brasil decidiu antecipar para a próxima terça-feira (2) a discussão sobre a permanência de seus filiados em cargos no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A reunião da executiva nacional da legenda deve debater uma diretriz para o desembarque do partido da administração federal.
Segundo dirigentes, a resolução poderá determinar que a ocupação de cargos no governo por integrantes do União seja considerada ato de infidelidade partidária, passível de expulsão.
O vice-presidente do partido, ACM Neto, afirmou que a antecipação do debate ocorreu em razão das cobranças feitas por Lula durante reunião ministerial nesta terça-feira (26). “Essa reunião [da executiva] já estava marcada, já era de conhecimento de todos, mas as falas do presidente Lula fizeram com que a gente antecipasse essa discussão. Vamos discutir uma diretriz para que os ministros deixem as pastas e os cargos sejam entregues”, disse o ex-prefeito de Salvador ao g1.
Embora o União seja apontado como responsável por três ministérios, a medida deve atingir diretamente Celso Sabino (Turismo), único ministro filiado ao partido. Os titulares Waldez Góes (Desenvolvimento Regional) e Frederico Siqueira (Comunicações) foram indicados ao governo pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Além de ministérios, a diretriz deve incluir a entrega de outros cargos ocupados por quadros da sigla na administração federal.
Segundo relatos, a “gota d’água” para a decisão ocorreu na reunião ministerial de terça-feira, quando Lula cobrou publicamente que os ministros ligados ao União Brasil e ao Progressistas (PP) se posicionassem em defesa do governo. Os partidos oficializaram recentemente a criação de uma federação partidária, a União Progressista. Os comandantes da federação já iriam discutir mais adiante a saída do governo Lula.
























