
Vereador Davi Muniz (PSD) – Foto/CMR
A decisão do vereador do Recife Davi Muniz de desistir da disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco não foi bem digerida pelo Palácio. A avaliação é de que a saída do parlamentar provocou um duplo prejuízo para o grupo político da governadora Raquel Lyra.
Além de enfraquecer a chapa proporcional do PSD, a desistência retirou da base governista um nome estratégico para o palanque de Raquel na capital pernambucana.
O que se tem notícia é de que é grande a pressão palaciana para tentar convencer Davi a rever sua decisão e retornar à corrida eleitoral. Até o momento, porém, o vereador mantém silêncio sobre a possibilidade de voltar atrás.
Caso aceite disputar novamente o mandato de deputado estadual, um dos reflexos imediatos será sobre a pré-candidatura de Socorrinho da Apami, do Avante. Na última semana, ela recebeu o apoio político de Davi após sua desistência da corrida eleitoral, movimento que também teria irritado ao Palácio.
A verdade é que uma eventual volta de Davi não seria simples. Ele teria que enfrentar uma campanha em condições mais difíceis, já que parte de sua base política foi desmobilizada após a desistência, enquanto outra parcela passou a apoiar outros pré-candidatos a deputado estadual. Retornar ao jogo não seria outra coisa senão ir para o sacrifício, sem chance alguma de êxito nas urnas.
Resta saber se a pressão do Palácio será suficiente para convencer Davi a retornar ao jogo eleitoral ou se a decisão de permanecer fora da disputa será mantida até o fechamento das chapas.























