
Guilherme Boulos (PSOL) e Presidente Lula (PT)
A proposta do PSOL passar a ingressar a Federação Brasil da Esperança composta pelo PT,PCdoB e PV, foi rejeitada neste sábado (7) pelo Diretório Nacional da sigla. O movimento de ampliar a coalização partidária de esquerda estava sendo discutida internamente entre o PSOL e PT visando fortalecer o campo político para as eleições de 2026. Defensores da composição avaliam que ela poderia proporcionar aos partidos a conquista de mais cadeiras na Câmara Federal e Assembleias Legislativas na eleição deste ano.
Em nota divulgada, o PSOL informou que o tema foi amplamente debatido no partido, mas que a ideia não prosperou por decisão majoritária do diretório após reunião realizada São Paulo. Na ocasião, a tese de renovar a federação com a Rede Sustentabilidade, recebeu 75,8% dos votos. Já a proposta de entrada na Federação Brasil da Esperança obteve 24,2%.
“A proposta de ingresso do PSOL na Federação Brasil da Esperança (PT-PCdoB-PV) não foi aprovada pelo Diretório Nacional do PSOL”, diz a nota divulgada após a reunião.
A ideia de ingresso do PSOL na federação encabeçada pelo PT era defendida pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, figura de expressão na sigla e que compõe o grupo “Revolução Solidária”.
A grande resistência à composição com o PT surgiu de uma ala do partido chamada “PSOL Popular”. O grupo argumenta que a composição poderia fragilizar a autonomia do PSOL, transformando a legenda em uma espécie de “satélite” do próprio PT.
Apesar de rejeitar federação com o PT, o PSOL mantém seu apoio à reeleição do presidente Lula.

























